Principais Tópicos: Aumento na importação de diesel pela Petrobras, alta do dólar e do petróleo Brent, pressão sobre os custos de combustíveis no pico da safra agrícola e impactos logísticos no transporte rodoviário.
Resumo para o setor de transporte e contabilidadas:
A Petrobras importou 650 milhões de litros de diesel para suprir a alta demanda do plantio da safra de verão, combinada com a alta do dólar e do petróleo Brent. Na prática, a dependência do combustível importado — que chega a custar até R$ 3 a mais por litro que o nacional — tende a elevar significativamente os custos operacionais com frete e abastecimento para caminhoneiros, frotistas e transportadoras nos próximos meses. A notícia não traz alterações diretas na legislação tributária, emissão de documentos fiscais (CT-e, MDF-e) ou obrigações acessórias, mantendo o foco estritamente na gestão de custos operacionais.
A Petrobras fechou a compra de 650 milhões de litros de diesel importado para outubro, mês em que o consumo do combustível costuma disparar no país por coincidir com o plantio da safra de verão e o transporte simultâneo do milho recém-colhido.
A companhia não espera importações relevantes adicionais em novembro. A decisão ocorre em um momento em que o dólar e o petróleo Brent voltaram a subir, encarecendo o diesel trazido do exterior.
Nesta segunda-feira, dia 28 de setembro, o dólar fechou cotado a R$ 5,225, alta de 0,78% no dia, ante R$ 5,1834 na sexta-feira anterior. O movimento foi puxado, entre outros fatores, pela disparada do petróleo Brent, que chegou a operar a US$ 108,83 durante o pregão, fechando em torno de US$ 105,69, em meio à rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a uma proposta de trégua envolvendo o Irã.
O presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que o diesel internacional está custando entre R$ 2 e R$ 3 a mais por litro do que o produto nacional, pressionando a margem das distribuidoras que avaliam ampliar suas próprias importações.
O executivo lembrou que, quando a companhia dobrou as importações em março e abril deste ano, o produto chegou aos portos sem dificuldades, mas gerou forte pressão sobre a malha rodoviária necessária para levar o combustível até o interior do país — o que reforça, na avaliação da distribuidora, a necessidade de mais investimento em ferrovias e em estruturas de escoamento entre porto e consumidor final.
Do lado da oferta, a refinaria Repar, no Paraná, entrou em parada de manutenção programada e só deve retornar em novembro, enquanto as demais refinarias do país operam com fator de utilização muito elevado, o que também ajuda a explicar o recurso à importação neste momento do ano.
A combinação de câmbio mais alto, petróleo em alta e maior dependência de diesel importado no pico da safra tende a se traduzir em custo de combustível mais pressionado para as transportadoras nos próximos meses — efeito sentido também pelas empresas baianas, que dependem do diesel tanto para o transporte rodoviário de cargas quanto para o escoamento da produção agrícola do oeste do estado.
Fonte: Click Petróleo e Gás, com dados complementares de InfoMoney e divulgardinheiro.com