Principais Tópicos: Economia global, preço do petróleo, custos de combustíveis e inflação internacional.
Resumo:
A alta nos preços do petróleo e a redução nos estoques globais de diesel — impulsionadas por conflitos geopolíticos e restrições de exportação — estão pressionando a inflação e mantendo os juros elevados internacionalmente. Para o setor de transporte de cargas, esse cenário impacta diretamente o custo do diesel, encarecendo a operação para caminhoneiros e frotistas. A notícia não aborda mudanças em rodovias, pedágios, documentos, regras da ANTT ou novas legislações de trânsito.
Juros pagos por título americano de 10 anos atingem maior nível desde 2002
A taxa chegou a 5,3402%, enquanto a dos títulos de 30 anos atingiu 5,6807%, patamares mais altos em 24 anos, em meio a preocupações com elevado endividamento dos EUA e com aumento da inflação
Os juros pagos por título do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos atingiram nesta quinta-feira o maior nível em 24 anos, em meio um temor dos investidores com o elevado endividamento público dos EUA e com o aumento da inflação por causa da alta do petróleo. Quando a inflação sobe, os bancos centrais precisam manter os juros elevados por mais tempo, pressionando o custo da dívida.
O título de 10 anos do Tesouro americano é uma referência para o mercado global. O juro pago por esse papel chegou a 5,3402%, enquanto o dos títulos de 30 anos atingiu 5,6807%, os níveis mais elevados desde 2002. A onda de vendas de títulos também foi sentida na Europa.
O juro do título francês de 10 anos subiu para 4,94%, um recorde também desde 2002, coincidindo com a apresentação do projeto de orçamento de 2027, no qual o governo prevê um ajuste fiscal de € 54 bilhões (US$ 61,2 bilhões). Já o título alemão de 10 anos, referência na Europa, avançou para uma taxa de juros de 3,62%.
A alta generalizada dos juros da dívida tem sido provocada em grande medida pelo aumento dos preços do petróleo, em meio à incerteza sobre o futuro do Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o trânsito de combustíveis. E, também, diante de uma redução nos estoques globais de diesel desde que a Rússia começou, em julho deste ano, a restringir suas exportações após ataques da Ucrânia a refinarias do país.
O aumento dos preços da energia está alimentando a inflação nos países desenvolvidos, e os investidores esperam, por isso, que os bancos centrais mantenham juros elevados por mais tempo.
Às 8h00 GMT (5h de Brasília), o preço do barril de Brent, referência global, subia 1,57%, a US$ 99,57. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava, por sua vez, 1,91%, a US$ 92,15.