Resumo:
A notícia trata da queda de um helicóptero no Zimbábue que resultou na morte de seis pessoas, incluindo o empresário Wicknell Chivayo e sua esposa. O texto não aborda assuntos de interesse para o setor de transporte de cargas, como rodovias, custos de diesel ou pedágio, documentos de motoristas ou regras da ANTT e de trânsito.
Principais tópicos: Acidente aéreo, falecimento de empresário e investigações sobre as causas da queda.
Magnata do Zimbábue e mulher morrem em queda de helicóptero que também matou outras quatro pessoas
Wicknell Chivayo e Lucy Muteke estavam entre os seis ocupantes da aeronave, que caiu em uma área rural a cerca de 70 quilômetros de Harare, capital do país
Por O Globo — Harare
Atualizado
O empresário zimbabuano Wicknell Chivayo e a mulher dele, Lucy Muteke, morreram na queda de um helicóptero que matou as seis pessoas a bordo na noite desta quarta-feira, em uma área rural de Marondera, a cerca de 70 quilômetros a leste de Harare, capital do Zimbábue. Dois dos ocupantes eram os pilotos.
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A queda ocorreu por volta das 17h no horário local (12h no horário de Brasília), segundo a BBC. De acordo com a emissora estatal ZBC, o grupo havia partido de Gandami, em Chikomba, onde Chivayo e Lucy construíam uma casa rural. Cerca de 40 minutos depois da decolagem, o helicóptero caiu na Fazenda Kudenga.
Herbert Chivayo, porta-voz da família, confirmou à ZBC a morte do empresário e de Lucy.
— Estamos sem palavras diante da notícia trágica — afirmou.
Nick Mangwana, porta-voz do governo, também confirmou o acidente e disse que a aeronave transportava "um empresário proeminente, três outros passageiros e dois pilotos".
"As informações atuais indicam que não houve sobreviventes neste acidente", escreveu Mangwana no X.
Investigação tenta determinar causa da queda
A causa do acidente ainda não foi determinada. Na quinta-feira, autoridades da aviação lideradas pelo ministro dos Transportes, Felix Mhona, chegaram ao local. Investigadores recuperaram intacta a caixa-preta e iniciaram os trabalhos para esclarecer as circunstâncias da queda.
George Mashababe, diretor-geral da Autoridade de Aviação Civil do Zimbábue, afirmou que as conclusões preliminares indicavam um vazamento de combustível provocado pelo impacto, seguido por um incêndio que atingiu a vegetação da área.
— A causa do acidente ainda não foi determinada — afirmou Mashababe.
No início da quinta-feira, corpos e partes de corpos ainda permaneciam no local enquanto famílias aguardavam a chegada de especialistas forenses. A imprensa estatal informou que práticas culturais exigiam que os restos mortais fossem mantidos separados durante a remoção. Posteriormente, os corpos foram retirados.
Quem era Wicknell Chivayo
Chivayo era diretor-geral da Intratrek Zimbabwe e tinha grande projeção pública pelos negócios, pelas ações filantrópicas e pela exposição de seu patrimônio nas redes sociais. Era conhecido pelo estilo de vida luxuoso, pelos vínculos com presidentes africanos e por contratos governamentais lucrativos que haviam provocado atenção e questionamentos.
Ele negou acusações de irregularidades relacionadas aos negócios. Um dos projetos mais conhecidos da Intratrek foi uma iniciativa de energia solar de US$ 172 milhões em Gwanda, concedida pela estatal Zimbabwe Power Company. O empreendimento foi alvo de anos de disputas judiciais, segundo a BBC.
Chivayo também foi questionado sobre a aquisição de materiais para as eleições de 2023 no Zimbábue. A comissão de combate à corrupção do país investigou acusações relacionadas a contratos concedidos à empresa sul-africana Ren-Form. A apuração foi encerrada em 2025, e a comissão afirmou não ter encontrado evidências que ligassem Chivayo ou a Comissão Eleitoral do Zimbábue a irregularidades.
Conhecido como "Sir Wicknell", Chivayo usava o título publicamente e nas redes sociais, embora nunca tenha recebido o título de cavaleiro britânico.
Ele ganhou notoriedade também por distribuir carros de luxo e grandes quantias de dinheiro a músicos, líderes religiosos e outras figuras públicas. A exposição fez com que sua imagem pública ultrapassasse o universo empresarial. Seus contatos com autoridades e líderes políticos de outros países também atraíam atenção.
Relações com outros líderes africanos
O presidente do Quênia, William Ruto, que já havia aparecido publicamente com Chivayo, prestou homenagem ao empresário após a morte e o chamou de "querido amigo". Ruto enviou condolências às famílias das vítimas.
— Vou me lembrar dele por sua amizade, sua energia e sua profunda convicção nas possibilidades do nosso continente — afirmou.
No Quênia, figuras da oposição haviam questionado o acesso frequente de Chivayo a Ruto e à sede do governo queniano, conhecida como State House.
Chivayo também costumava publicar fotos de encontros com outros líderes africanos, entre eles Hakainde Hichilema, da Zâmbia; Cyril Ramaphosa, da África do Sul; Samia Suluhu Hassan, da Tanzânia; e o rei Mswati III, de Essuatíni.