Principais Tópicos: Preço do diesel, estoques estratégicos de combustíveis e mercado internacional.
Os países do G7 e parceiros vão liberar até 100 milhões de barris de petróleo e diesel de seus estoques estratégicos nos próximos quatro meses. A medida, coordenada pela Agência Internacional de Energia, busca conter a alta global nos preços dos combustíveis e evitar restrições às exportações de diesel ameaçadas pelos Estados Unidos. A ação conjunta visa estabilizar o mercado internacional e aliviar os custos do insumo para o setor de transportes.
Após ameaça de Trump, países do G7 vão liberar reservas estratégicas de diesel
Serão liberados até 100 milhões de barris do combustível e de petróleo para conter alta do preço. Presidente dos EUA havia ameaçado cortar exportações de diesel para a UE
Atualizado
Os países do G7, que reúne sete das maiores economias mais ricas do mundo, e seus parceiros vão liberar até 100 milhões de barris de petróleo e diesel de seus estoques estratégicos de emergência, em meio à pressão do governo Trump para conter a alta dos preços dos combustíveis.
A liberação, coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE), ocorrerá ao longo dos próximos quatro meses, informou o presidente da França e atual presidente do G7, Emmanuel Macron, a jornalistas em uma reunião nesta sexta-feira. Segundo ele, o G7 pretende provocar uma queda nos preços dos combustíveis.
Os preços do diesel na Europa e os contratos futuros do petróleo Brent, referência no mercado internacional, aprofundaram a queda nesta manhã após a notícia. Por volta de 12h40, o barril do Brent caía 1,49%, mas ainda estava acima de US$ 100.
A decisão veio dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que avaliava criar limites para as exportações de diesel, com objetivo de ampliar a oferta interna e ajudar a abaixar o preço do combustível no mercado americano.
Nesta semana, Trump direcionou o recado especificamente a países europeus e pediu, nos bastidores, que ao menos um Estado-membro da União Europeia liberasse seus estoques para evitar a proibição de exportações.
O veto à venda de diesel americano para a UE ameaçaria uma fonte crucial de abastecimento para o continente, que depende fortemente de importações para compensar um déficit na produção do combustível.
A AIE já havia coordenado, em março, um plano para liberar 400 milhões de barris de petróleo, pouco depois do início da guerra com o Irã, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a Europa por não ter colocado esses barris no mercado com rapidez suficiente.
— Todos nós nos comprometemos conjuntamente a liberar essas reservas estratégicas, com foco no diesel. E todos estamos comprometidos em garantir que não haja proibições de exportação, e o presidente Trump, em particular, foi muito claro quanto a esse ponto — disse Macron.
Trump afirmou, em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, que recebeu bem a medida.
“A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel em estoque. O processo começará imediatamente”, escreveu.
Desde o início da guerra, em fevereiro, os preços dos combustíveis sobem. O diesel atingiu o recorde de US$ 6,50 por galão nas bombas nos EUA, prejudicando os agricultores do país. Na Europa, os preços futuros chegaram, em alguns momentos, a superar US$ 200 por barril.