Um estudo do banco Lloyds revelou que 54% das empresas britânicas afirmam que a inteligência artificial (IA) criou novos postos de trabalho, enquanto 61% relatam utilizar a tecnologia atualmente. Além disso, 58% das companhia planejam aumentar os investimentos em IA para capacitar funcionários, reforçando a tendência de transformação digital no mercado de trabalho.
Tópicos abordados:
* Empresa: Banco Lloyds.
* Produto/Tecnologia: Inteligência artificial (IA).
* Tendência: Impacto da IA na criação de empregos e na qualificação profissional no Reino Unido.
IA cria novos empregos em mais da metade das empresas britânicas, diz estudo
A inteligência artificial (IA), cujos efeitos sobre o emprego ainda não são sentidos em larga escala, criou novos postos de trabalho em mais da metade das empresas britânicas, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (18) pelo banco Lloyds.
"Mais da metade (54%) das empresas britânicas afirmam que a IA criou novos empregos", declarou o Lloyds em comunicado, com base nos resultados de um índice mensal que, no entanto, não especifica se outros cargos foram eliminados simultaneamente.
Segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado no mês passado, a IA não causa atualmente um "declínio generalizado" do emprego nos países membros da organização, embora essa tecnologia esteja mudando as habilidades que as empresas buscam e possa dificultar ainda mais a entrada de jovens no mercado de trabalho.
No Reino Unido, onde o setor de serviços domina a economia, o que torna o impacto da IA sobre o emprego particularmente relevante, 58% das empresas afirmam que planejam aumentar seus investimentos em IA no próximo ano para "aprimorar as habilidades de seus funcionários", segundo a pesquisa do Lloyds.
"A IA tem o potencial de ser tão transformadora para as empresas quanto a internet foi há uma geração", afirmou Amanda Murphy, diretora-geral da divisão de Empresas e Banco Comercial do Lloyds.
No geral, 61% das empresas relatam usar IA atualmente, e quase seis em cada dez acreditam que aquelas que não adotarem essa tecnologia ficarão em desvantagem competitiva, segundo a pesquisa realizada em julho com 1.200 empresas.
© Agence France-Presse
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