Resumo:
A notícia trata de uma operação policial que resultou na prisão de um suspeito de chefiar a logística de facção criminosa no Rio de Janeiro. O texto não aborda assuntos de interesse para o setor de transporte de cargas, como rodovias, custos com combustível ou pedágio, documentos de veículos ou motoristas, regras da ANTT ou fiscalização de trânsito.
Principais tópicos: Segurança pública, prisão de suspeito de tráfico de drogas e associação criminosa.
Apontado como cabeça pensante do CV, Malandrex é suspeito de envolvimento na compra de armamento, diz polícia
Jhon Vitor do Nascimento Araújo, o Malandrex, foi preso após desembarcar de um voo no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador
Apontado pela Polícia Civil como suspeito de ser a cabeça pensante do Comando Vermelho (CV) na comunidade César Maia, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste, e de ter envolvimento na compra de drogas e do armamento utilizado pelo bando na localidade, Jhon Vitor do Nascimento Araújo, o Malandrex, de 28 anos, foi preso em flagrante, neste domingo, pelo crime de associação para o tráfico. Ele foi detido após desembarcar de um voo no Aeroporto Internacional do Rio, na Ilha do Governador, na Zona Norte.
- Ao voltar de viagem: apontado como chefe do CV na comunidade César Maia, Malandrex é preso quando desembarcava de voo no Galeão; vídeo
- De filho de bicheiro a acusado de ligação com o TCP: quem são os políticos que aguardam julgamento do TSE e podem mudar a Alerj
Malandrex vinha sendo monitorado pela polícia. Os agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE-Capital) descobriram que ele voltava de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde, ao lado da mulher, havia ido passar o período eleitoral. Os policiais da especializada fizeram a prisão logo após Jhon Vitor cruzar o portão de desembarque. Segundo o delegado Paulo Saback, da DRE, o preso vinha sendo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele ainda é um dos suspeitos de ser responsável pela estrutura criminosa usada para manutenção do domínio territorial na favela César Maia e para expansão da quadrilha que tenta invadir áreas do Terceiro Comando Puro (TCP) em comunidades vizinhas localizadas em Vargem Grande.
— O Malandrex não é a pessoa que vai para a guerra. Ele é a pessoa que organiza as ações para que os traficantes armados possam ir para as disputas territoriais. Ele é quem faz a logística de compra e venda de armamento, do número necessário de armas e munições. E das drogas que serão vendidas pelo grupo criminoso. O trabalho dele é mais intelectual, dentro da atividade criminosa. Ele também era responsável pela conexão com os traficantes de armas. Ou seja, era a cabeça pensante da facção naquela localidade — disse o delegado.
Investigação: bando de Rabicó, chefe do tráfico no Salgueiro, em São Gonçalo, movimenta R$ 453 milhões em 4 anos
Segundo a polícia, Malandrex se reportava diretamente a dois chefes da facção: Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, integrante da cúpula do CV, que teria ordenado a tomada de territórios controlados por bandos rivais, incluindo a milícia, e Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Este último é apontado como responsável por coordenar a expansão territorial da facção em áreas de Jacarepaguá, nas Vargens e no Recreio dos Bandeirantes.
Investigações apontam que integrantes do CV, com apoio de bandidos vindos de comunidades localizadas na Vargem Pequena, como as favelas César Maia, Coroado e Fontela, e com ajuda de homens vindos da Gardênia Azul e da Cidade de Deus, têm promovido ataques em comunidades vizinhas controladas pelo TCP. Este último bando ocupa territórios de comunidades da Vargem Grande, como as favelas Pombo Sem Asas, Taboinhas e Cascatinha.
De infestação de ratos na Ceasa a estradas sem conservação: os desafios dos seis oficiais da PM à frente de órgãos do Governo do Rio
O delegado explicou que Jhon Vitor foi preso em flagrante porque a associação para o tráfico é um crime permanente.
— Ele evitava sair da região da favela César Maia. Só que, no período eleitoral, achou que não poderia ser preso por conta das restrições eleitorais. O monitoramento que fazemos acusou a saída dele e conseguimos efetuar a prisão em flagrante. A associação para o tráfico é um delito permanente. Quando um indivíduo possui vínculo associativo, ele está cometendo o crime — explicou o delegado.
Jhon Vitor do Nascimento Araújo, o Malandrex, prestou depoimento. Segundo a polícia, ele confessou sua participação no crime de associação para o tráfico de drogas na favela César Maia. A previsão é a de que o suspeito passe por uma audiência de custódia nos próximos dias. Na ocasião, um juiz vai confirmar ou não a validade da prisão em flagrante.
Notícias do Rio:
- Apesar de envolvida em escândalos que levaram à prisão de deputados, Alerj tem a menor taxa de renovação desde 2018
- Três mulheres estão entre os quatro deputados mais votados para a Alerj; saiba quem são
- Bancada do Rio na Câmara dos Deputados é majoritariamente masculina e de direita: dos 46 eleitos, só dez são mulheres
- Mudanças nas rotas de helicópteros afastam voos panorâmicos do Cristo Redentor; entenda alterações definidas pela FAB
- Ancelmo Gois: No endereço mais caro do Rio, uma doméstica se pendura no parapeito para limpar as janelas do patrão
- Apontado como cabeça pensante do CV, Malandrex é suspeito de envolvimento na compra de armamento, diz polícia
- As melhores rodas de samba 2026: júri do GLOBO elege os pagodes imperdíveis do Rio; veja ranking
- CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO