Principais tópicos: Mercado internacional, estratégia da BYD, veículos elétricos e cenário geopolítico.
A executiva da BYD, Stella Li, afirmou que a empresa decidiu não vender carros de passeio nos Estados Unidos no momento devido à falta de estabilidade, clareza e previsibilidade no cenário geopolítico e comercial norte-americano. Apesar disso, a montadora segue expandindo sua atuação global em setores como armazenamento de energia e veículos comerciais, a exemplo da apresentação de seu caminhão elétrico ETT 44 na Alemanha.
Stella Li, responsável pelo negócio internacional da BYD, apresenta o caminhão elétrico ETT 44 durante feira em Hanover, na Alemanha. — Foto: REUTERS/Ilona Wissenbach
“Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação e, assim, investir. Mas, com a geopolítica, nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo”, disse Li na Cúpula da Ásia do Milken Institute, em Cingapura.
Li disse que a empresa decidiu não vender carros de passeio nos EUA por enquanto, apesar de já estar presente no país há “muito tempo”, pois a situação é “complicada”.
“Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento.”
Li disse que a BYD não tem planos de fazer parcerias com outras empresas chinesas, dada sua liderança em diversas áreas, como armazenamento de energia e painéis solares. “Somos líderes em vários setores, não apenas em automóveis”, afirmou ela.
Li também disse que tem sido difícil contratar pessoal suficiente na China e que a empresa espera utilizar robôs industriais no futuro.
Ela também disse que a Nvidia continua sendo um parceiro “muito forte” na área de chips para a BYD.