Resumo:
Criminosos furtaram cerca de 30 mil garrafas de vinho de alto padrão, avaliadas em R$ 28 milhões, utilizando dois caminhões de grande porte em uma vinícola na Itália. A ação criminosa incluiu a desativação de alarmes e o uso de empilhadeiras para o carregamento da carga de alto valor. O caso serve de alerta para frotistas e motoristas sobre o risco de roubo de cargas valiosas e a necessidade de reforçar a segurança em operações de transporte internacional e de alto padrão.
Principais tópicos:
* Roubo de carga
* Segurança no transporte
* Carga de alto valor
Ladrões levam 30 mil garrafas de vinho avaliadas em R$ 28 milhões de famosa vinícola na Itália
Grupo teria desativado alarmes e câmeras de segurança antes de usar empilhadeiras para carregar dois caminhões; entre os rótulos roubados estão garrafas vendidas por quase R$ 3 mil
Por O Globo — Roma
Atualizado
Cerca de 30 mil garrafas de vinho, avaliadas em aproximadamente € 5 milhões (cerca de R$ 28 milhões na cotação atual), foram roubadas das instalações da Marchesi Antinori, uma das maiores vinícolas familiares da Itália. O crime ocorreu no sábado, na Toscana, enquanto a empresa preparava uma remessa destinada a clientes no exterior. O desaparecimento só foi percebido na manhã de segunda-feira, quando os funcionários chegaram ao local. Até então, ninguém havia sido preso.
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A suspeita é de que pelo menos sete homens com o rosto coberto tenham participado da ação, segundo reportagem da BBC. O grupo teria desativado o sistema de alarmes, interrompido o funcionamento das câmeras de segurança e utilizado empilhadeiras da própria empresa para carregar dois caminhões de grande porte.
Entre os vinhos levados estavam garrafas de Tignanello, Solaia e Guado al Tasso, três rótulos tintos produzidos na Toscana.
Vinhos custam até € 500 por garrafa
As garrafas roubadas costumam ser comercializadas por valores até € 500 (quase R$ 3 mil), de acordo com a empresa. A escolha dos produtos levou a vinícola a suspeitar que os responsáveis conheciam o mercado de vinhos e poderiam ter acesso a informações privilegiadas.
Em entrevista ao Corriere della Sera, Renzo Cotarella, diretor-executivo da Marchesi Antinori, afirmou que o roubo não tem precedentes na Itália em escala e valor.
— Certamente, nunca ocorreu na Itália um roubo dessa dimensão e desse valor — disse Cotarella.
O executivo espera que as autoridades consigam encontrar pistas para recuperar ao menos parte das garrafas.
— Dois caminhões cheios de mercadorias não podem simplesmente desaparecer no ar. As estradas da Toscana estão repletas de câmeras; talvez, com um pouco de sorte, consigamos recuperar pelo menos algumas das garrafas roubadas.
Em declaração ao Financial Times, Cotarella também questionou como os responsáveis conseguiriam vender uma quantidade tão grande de vinhos sem chamar a atenção.
— Esses vinhos têm um grande valor, e não sei como podem vender tudo isso ao redor do mundo sem serem vistos.
Vinícola exporta para 170 países
Fundada em 1385, a Marchesi Antinori exporta seus vinhos para 170 países. A empresa registrou receita de € 263 milhões no ano anterior, equivalente a £ 223 milhões.
O roubo ocorre em meio a outros furtos de vinhos registrados na Itália ao longo deste ano. Dois episódios foram relatados na região do Piemonte, no norte do país, com garrafas avaliadas em centenas de milhares de euros.
Não há, porém, informações que estabeleçam uma ligação entre esses casos e o roubo na Marchesi Antinori.