O furacão Simón avança em direção à costa do Pacífico no México, ameaçando o estado de Jalisco com ventos fortes e chuvas intensas que podem causar alagamentos e interdições de vias. A Defesa Civil local utiliza caminhões para evacuar áreas de risco, o que pode impactar o tráfego e as operações logísticas na região afetada. Transportadores que operam no país devem ficar atentos a eventuais bloqueios de estradas e suspensão de atividades portuárias.
Tópicos abordados: Condições climáticas extremas, interdições de rodovias e impacto logístico.
Calorão, frio congelante e as consequências dos extremos climáticos
Ciclone Simón vira furacão e segue com força em direção ao México
Temporada de ciclones no país vai de maio a novembro e afeta tanto a costa do Pacífico quanto a do Atlântico; eventos neste ano prometem ser mais intensos devido a El Niño
O Simón transformou-se em furacão nesta quinta-feira, no Pacífico mexicano, e a previsão indica que ganhará força antes de atingir a costa nas próximas horas. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) espera que o ciclone chegue à costa do estado de Jalisco — onde fica o balneário turístico de Puerto Vallarta — entre a madrugada de sexta e sábado.
Antes de virar furacão, o Simón já havia provocado fortes chuvas em Acapulco, outro destino mexicano popular que foi devastado pelo furacão Otis em 2024. Carros ficaram submersos em avenidas alagadas e, em um mercado, a correnteza arrastava geladeiras.
"Prevê-se uma rápida intensificação, e espera-se que Simón se torne um furacão de categoria 4 (em uma escala de 5 na classificação Saffir-Simpson) — muito perigoso — antes de alcançar a costa do México", informou o NHC.
O Simón avança lentamente a cerca de 545 km de Cabo Corrientes, em Jalisco, apresentando ventos máximos de aproximadamente 120 km/h.
As autoridades preveem chuvas fortes em outros estados costeiros do México; aulas e atividades marítimas foram suspensas, e pessoas em áreas de risco foram evacuadas em caminhões.
A temporada de ciclones no México vai de maio a novembro e afeta anualmente tanto a costa do Pacífico quanto a do Atlântico. Este ano promete ser mais intenso devido ao fenômeno El Niño.