A empresa de transporte Charger USA iniciará operações com caminhões autônomos em uma nova rota de 700 km entre Dallas e Laredo, no Texas, focada no transporte de cargas refrigeradas e secas. Atualmente, os veículos rodam com um motorista de segurança, mas a expectativa é que o trajeto se torne totalmente automatizado após a conclusão de estudos de segurança e obtenção de autorizações finais.
Tópicos abordados:
* Novas tecnologias no transporte de cargas (caminhões autônomos)
* Rotas internacionais (EUA e México)
* Automação e segurança nas rodovias
Nova rota de 700 km será feita com caminhões autônomos na fronteira entre EUA e México
A empresa de transporte Charger USA, que atende rotas nos Estados Unidos e no México, irá começar a operar caminhões autônomos em uma rota de 700 quilômetros. A tecnologia dos veículos será oferecida pela Kodiak, uma das líderes nesse segmento de transporte.
Inicialmente, as rotas dos novos caminhões ficarão entre as cidades de Dallas e Laredo, no Texas, e os caminhões devem rodar cerca de 435 milhas, ou 700 km, para realizar entregas de cargas refrigeradas e em baús secos para clientes. Entre as cargas transportadas variam de bens de consumo embalados e alimentos e bebidas.
O primeiro teste dessa operação aconteceu no início de setembro, e até agora, todos os testes foram realizados sem incidentes.
Atualmente, as empresas operam com um motorista de segurança ao volante. Ele só age se o caminhão tiver algum problema. A intenção é que a rota seja totalmente automatizada assim que a Kodiak concluir seu estudo de segurança.
A região de Laredo é uma das principais para a Kodiak, já que o porto seco da cidade é um grande centro logístico dos Estados Unidos. Em 2025, esse porto movimentou mais de US$ 350 bilhões em cargas, representando quase 40% de todo o comércio dos Estados Unidos com o México.
O sistema de motorista virtual da Kodiak será colocado à venda no final desse ano, assim que um amplo estudo de segurança do sistema seja publicado. Com a autorização final para uso, a tecnologia não dependerá de um motorista humano na cabine, e a empresa poderá finalmente comercializar a tecnologia. Atualmente, o nível de segurança do serviço é altíssimo, e o estudo que está sendo realizado pela empresa já está 96% pronto.