Resumo:
A notícia trata do recebimento de denúncias pela Justiça Militar contra oito policiais militares envolvidos em uma operação no Rio de Janeiro, acusados de crimes como invasão de domicílio, furto e adulteração de câmeras corporais. O texto não aborda temas de interesse do setor de transporte de cargas, como rodovias, custos com diesel ou pedágio, documentos de veículos ou motoristas, regras da ANTT ou fiscalização de trânsito.
Principais tópicos abordados:
* Justiça Militar e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)
* Operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão
* Crimes militares (invasão de domicílio, furto e obstrução de registros)
* Uso e adulteração de câmeras corporais (COPs) por agentes de segurança
Justiça Militar recebe denúncias contra oito PMs que participaram de operação nos complexos da Penha e Alemão
Os agentes responderão por crimes como invasão de domicílio, furto de bens de moradores (incluindo comida), recusa de obediência e obstrução do registro das ações
Atualizado
A Auditoria da Justiça Militar recebeu, nesta quinta-feira, três denúncia do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) contra oito policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão e que resultou em 122 mortes. Os agentes responderão por crimes como invasão de domicílio, furto de bens de moradores (incluindo comida), recusa de obediência e obstrução do registro das ações, conforme noticiou o blog do jornalista Ancelmo Gois, de O GLOBO.
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De acordo com o MPRJ, os policiais desobedeceram a ordens superiores ao retirar as câmeras operacionais portáteis (COPs) das fardas, guardá-las em viaturas ou bolsas de hidratação e cobrir os equipamentos para impedir as gravações. Uma das denúncias aponta que, no dia da operação, o segundo-tenente Roger Pereira Folhadella, os segundos-sargentos Leandro Neves Ribeiro e Emanuel D’Azevedo Ferreira, o subtenente Paulo Cesar da Cruz Telles e o cabo Thiago Leandro da Silva desobedeceram a ordens superiores ao retirarem as câmeras operacionais portáteis (COPs) de suas fardas. Tendo assim, descumprido instrução normativa da Polícia Militar e impedindo o registro regular da ação. Já o cabo Iassui Santos Rocha Junior foi denunciado por obstruir a câmera que portava.
Os policiais Roger, Thiago, Iassui e Leandro também foram denunciados por invadir uma residência da comunidade após arrombarem o portão do imóvel, que estava vazio. Paulo Cesar, segundo a denúncia, além da invasão de domicílio, também foi denunciado por furtar um picolé da geladeira de uma das residências. Em outra denúncia, o GAESP/MPRJ apontou que, em uma área diferente da comunidade, o subtenente Jefferson Ferreira Braga e o cabo Ewerton Guimarães da Silva também retiraram as câmeras de suas fardas, impossibilitando o registro da ação. Enquanto o subtenente deixou o equipamento dentro de uma viatura, o cabo guardou a câmera em uma bolsa de hidratação, impedindo a gravação de imagens da atividade policial.
Uma série de medidas foram adotadas pelo MPRJ após a Operação Contenção, no âmbito da investigação independente conduzida pelo GAESP/MPRJ. As providências iniciais incluem a instauração de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) autônomo, o monitoramento em tempo real pelo plantão de operações e o acionamento dos protocolos previstos na ADPF 635.
Também foram requisitados, na fase inicial, dados e documentos às secretarias de Estado de Polícia Militar e de Polícia Civil. Igualmente foram ouvidos agentes públicos responsáveis pelo planejamento da operação e que exerceram funções decisórias no dia dos fatos, além de terem sido realizadas perícias próprias e complementares no Instituto Médico Legal.
O trabalho também se desenvolve no eixo técnico-científico, além da investigação da atuação policial e do contato com os familiares das vítimas. Nessa frente, o GAESP, juntamente com a Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Inteligência da Investigação (DEDIT/CI2/MPRJ), produziu laudos relativos às vítimas da operação e analisa mais de 3.600 horas de gravações das câmeras corporais da PMERJ.
Também foi expedido, em dezembro de 2025, no campo preventivo e de comprole externo, recomendação aos secretários de Estado de Segurança Pública, de Polícia Civil e de Polícia Militar para a edição de um Protocolo Conjunto de Atuação em operações policiais, com medidas de redução de riscos, mitigação de danos e contenção da letalidade. Em março deste ano, uma nova recomendação foi dirigida às mesmas autoridades, com o objetivo de aprimorar o planejamento, a execução e o monitoramento do uso das câmeras operacionais portáteis (COPs), visando a aumentar a eficácia dessa ferramenta tecnológica.
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O MPRJ informou que, até o momento, por meio do GAESP/MPRJ e das Promotorias de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar, apresentou seis denúncias contra 17 policiais militares por ilegalidades praticadas durante a operação, envolvendo apropriação de armamento, furto de peças de veículos, invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens e tentativas de obstrução ou desligamento de câmeras corporais.
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