Resumo:
A concessionária Arteris, em parceria com a Abertis, lançou o Safe Road Operations Challenge, um desafio tecnológico voltado para startups e PMEs que oferece € 40 mil para implementar soluções de inteligência artificial, robótica e veículos conectados em rodovias. O objetivo é aumentar a segurança nas operações de manutenção e atendimento, antecipando riscos e reduzindo a exposição de trabalhadores na pista. As inscrições gratuitas vão até 16 de novembro de 2026.
Principais tópicos:
Inovação rodoviária, segurança nas rodovias, novas tecnologias (IA e robótica), concessões rodoviárias.
IA, robôs e veículos conectados: desafio oferece € 40 mil por solução para aumentar segurança nas rodovias
Iniciativa da Arteris e Abertis procura startups e PMEs com tecnologias capazes de antecipar riscos e reduzir a exposição de trabalhadores em operações rodoviárias.
Trabalhar em uma rodovia significa, muitas vezes, realizar atividades a poucos metros de veículos circulando em alta velocidade. Equipes de manutenção, conservação e atendimento operacional precisam atuar em ambientes nos quais um erro de um motorista ou uma situação inesperada pode representar risco para quem está trabalhando na pista.
Um desafio internacional de inovação quer utilizar inteligência artificial, robótica, veículos conectados e outras tecnologias justamente para diminuir essa exposição.
Arteris e Abertis abriram inscrições para a terceira edição do Safe Road Operations Challenge, iniciativa destinada a startups e pequenas e médias empresas (PMEs) de tecnologia. O objetivo é encontrar soluções que ajudem a antecipar situações de risco e aumentar a proteção dos profissionais que atuam nas rodovias.
O projeto vencedor receberá € 40 mil para implementação de um projeto-piloto nas concessões do grupo, com possibilidade de expansão para outros países. As inscrições são gratuitas e seguem até 16 de novembro de 2026.
Tecnologia pode evitar que trabalhador precise entrar em área de risco
Um dos aspectos mais interessantes do desafio é que a tecnologia não precisa apenas alertar o trabalhador sobre um perigo.
As propostas também podem buscar maneiras de retirar a pessoa daquela situação de risco, substituindo determinadas atividades presenciais por operações automatizadas, remotas ou tecnologicamente assistidas.
O desafio está dividido em três frentes: identificação e prevenção de situações perigosas antes da exposição dos profissionais; redução ou eliminação da presença de equipes em locais de alto risco; e prevenção de acessos não autorizados ou de comportamentos inseguros de usuários próximos às áreas de trabalho.
Entre as tecnologias que podem ser utilizadas estão inteligência artificial (IA), visão computacional, robótica, veículos conectados, Internet das Coisas (IoT), dispositivos vestíveis — os chamados wearables — e análise preditiva.
Na prática, são recursos que podem abrir diferentes possibilidades para a operação rodoviária, desde que as soluções apresentadas consigam demonstrar aplicação concreta e integração com a rotina das concessões.
IA e análise preditiva podem ajudar a antecipar o perigo
Uma das mudanças proporcionadas pela digitalização das rodovias é justamente a possibilidade de agir antes que uma situação resulte em ocorrência.
Sistemas de visão computacional, por exemplo, podem ser desenvolvidos para reconhecer determinadas condições ou comportamentos. Sensores conectados podem fornecer informações sobre o ambiente, enquanto ferramentas de análise de dados podem ajudar a identificar padrões.
O desafio procura propostas capazes de utilizar tecnologias desse tipo para antecipar riscos relacionados às operações nas rodovias.
Isso pode ser especialmente relevante em intervenções que exigem a presença de equipes próximas ao fluxo de veículos.
A proposta, porém, não é simplesmente adicionar tecnologia à operação. Os projetos serão avaliados também pela viabilidade técnica, capacidade de integração às atividades existentes, potencial de impacto e possibilidade de expansão.
Robôs e operações remotas estão entre as possibilidades
Outra frente do desafio procura soluções capazes de reduzir a necessidade de exposição humana.
Robótica, equipamentos controlados remotamente e outros sistemas automatizados podem permitir que determinadas tarefas sejam executadas mantendo o profissional distante de áreas consideradas de maior risco.
A iniciativa não estabelece uma única tecnologia como resposta. Pelo contrário: startups e PMEs poderão propor diferentes formas de enfrentar os problemas apresentados.
A terceira frente trata da interação entre os próprios usuários da rodovia e as áreas onde há trabalhadores.
Nesse caso, a tecnologia deve ajudar a evitar acessos não autorizados e comportamentos inseguros nas proximidades das zonas de trabalho.
“A preservação da vida é um valor inegociável para a Arteris. Este desafio representa uma oportunidade de reunir talentos, tecnologia e inovação em torno de um objetivo comum: tornar as operações rodoviárias cada vez mais seguras. Mais do que estimular novas soluções, queremos contribuir para a evolução da infraestrutura viária e para a construção de um ambiente mais seguro para trabalhadores e usuários das rodovias”, afirma Flávia Tâmega, diretora-executiva de Jurídico, Compliance e ESG da Arteris.
Vencedor terá € 40 mil para testar a solução
As propostas serão avaliadas por um comitê internacional composto por especialistas de países onde o Grupo Abertis atua.
Conforme os organizadores, os critérios incluem potencial de impacto, viabilidade técnica, integração às operações e escalabilidade.
Os três projetos finalistas serão anunciados em 22 de dezembro e receberão € 6 mil cada. Em janeiro de 2027, os selecionados participarão de um programa intensivo de desenvolvimento das propostas.
De acordo com o cronograma divulgado, o pitch final está previsto para 3 de fevereiro de 2027, enquanto o anúncio da solução vencedora ocorrerá em 23 de fevereiro.
O vencedor receberá € 40 mil para colocar um projeto-piloto em prática nas concessões do grupo.
Segurança de quem trabalha na via também faz parte da segurança viária
A iniciativa chama atenção para uma dimensão que nem sempre ganha a mesma visibilidade quando se discute segurança no trânsito: a exposição dos profissionais que precisam trabalhar dentro ou nas proximidades da pista.
Obras, inspeções, manutenção e atendimentos operacionais não eliminam o fluxo de veículos ao redor das equipes. Por isso, sinalização, procedimentos operacionais e comportamento dos motoristas continuam fundamentais, independentemente da tecnologia utilizada.
Nesse contexto, recursos capazes de antecipar riscos ou permitir que uma atividade seja realizada a distância podem funcionar como uma camada adicional de proteção — e não como substitutos das demais medidas de segurança.
Como participar
As inscrições para o Safe Road Operations Challenge são gratuitas e ficam abertas até 16 de novembro de 2026.
Página de inscrição do Safe Road Operations Challenge
A iniciativa é promovida pela Fundação Abertis por meio do Beyond Roads, hub de inovação do grupo. Os três finalistas serão divulgados em 22 de dezembro; o desenvolvimento dos projetos ocorre em janeiro de 2027; o pitch final está previsto para 3 de fevereiro; e o vencedor será anunciado em 23 de fevereiro.