Uma carreta transportando 17 toneladas de acetato de etila foi apreendida pela Receita Federal e pela Polícia Federal em Corumbá (MS) devido a divergências entre o produto transportado e a descrição na nota fiscal. O material químico é utilizado na refinação de cocaína, e a carga retida poderia render cerca de 34 toneladas da droga. O motorista e o veículo foram encaminhados à Polícia Federal para investigação.
Tópicos abordados: Fiscalização de cargas, divergência em documentos fiscais (nota fiscal), apreensão de veículo e carga, e atuação conjunta da Receita Federal e Polícia Federal.
Fiscalização apreende 17 toneladas de produto usado para fazer cocaína
Acetato de etila poderia ser empregado na produção de cerca de 34 toneladas da droga, segundo a Receita
Carga de 17 toneladas de acetato de etila, produto químico usado na fabricação de cocaína, foi apreendida na manhã deste sábado (10), em Corumbá, município situado a 428 quilômetros de Campo Grande. A Receita Federal e a PF (Polícia Federal) encontraram divergência entre o material transportado e a descrição apresentada na nota fiscal durante a fiscalização.
RESUMO
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Segundo a Receita, o acetato de etila é empregado na transformação da cocaína base em cloridrato de cocaína, considerada uma forma mais pura da droga. A estimativa do órgão é de que um litro do produto químico possa ser usado para produzir, em média, dois quilos de cocaína.
Com base nessa proporção, o volume apreendido poderia ser usado na fabricação de aproximadamente 34 toneladas da droga.
A fiscalização ocorreu durante a manhã e reuniu equipes de análise de risco e de repressão ao contrabando da Receita Federal e agentes da Polícia Federal de Corumbá. A carga foi retida depois da constatação de divergência na especificação do produto registrada no documento fiscal.
A carreta e o motorista foram encaminhados à Polícia Federal. Até a divulgação da ocorrência, não havia informação sobre a origem ou o destino da carga nem sobre eventual prisão do condutor.