A notícia trata exclusivamente de eventos climáticos extremos (furacões nos EUA e no México) e não traz nenhuma informação sobre rodovias brasileiras, custos de transporte, regras da ANTT, legislação de trânsito ou documentos de motoristas e veículos. Portanto, não há impactos diretos ou dados de interesse para o setor de transporte de cargas com base no texto apresentado.
Principais tópicos abordados: Passagem do furacão Isaías nos Estados Unidos e avanço do furacão Simon em direção à costa do México.
Isaías já deixou 4 mortos até o momento nos EUA; novo furacão ainda mais forte chega ao México
Cidade turística de Puerto Vallarta se prepara para enfrentar Simon, tempestade de categoria 4
Por O GLOBO — São Paulo
Atualizado
Pelo menos quatro pessoas morreram neste sábado (10) devido à passagem do furacão (e horas mais tarde, ciclone pós-tropical) Isaías pelos estados da Flórida e Alabama, confirmaram autoridades à agência Associated Press.
Duas das mortes ocorreram no condado floridiano de Escambia, uma delas devido a uma intoxicação acidental por monóxido de carbono após um gerador ter sido ligado em uma garagem fechada. Outros quatro membros da mesma família foram hospitalizados por causa do gás tóxico, segundo o xerife local.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, fez um apelo ao público para que não liguem os geradores dentro de casa para contornar a falta de energia no estado, devido ao risco de incidentes semelhantes.
Já as outras duas mortes aconteceram no Alabama, uma em Escambia (condado de mesmo nome do floridiano pela proximidade com a divisa) e outra em Birmingham. Em ambos os casos, causadas pela queda de árvores sobre as casas.
A tempestade derrubou árvores, causou enchentes em estradas e deixou mais de 900 mil pessoas sem energia elétrica na região sul dos EUA — mais especificamente, os estados da Flórida, Alabama e Geórgia — durante o sábado. Segundo o site PowerOutage.Us, que monitora as redes no país, cerca de 420 mil ainda seguem no escuro por causa do Isaías na madrugada deste domingo (11).
O Isaías chegou ao seu pico de força na sexta durante o dia, ainda sobre o oceano, quando era um furacão de categoria 3, com ventos entre 178 km/h a 208 km/h segundo a escala de Saffir-Simpson, que mede a força deste tipo de tempestade.
Na chegada à Flórida, ele foi rebaixado à categoria 2 — e já é oficialmente chamado de ciclone pós-tropical como o Furacão Kay, de 2022, por mudanças em suas características como localização, temperatura, além de sentido e intensidade dos ventos.
Na chegada a Dustin, na Flórida, seus ventos sustentados foram registrados em torno de 165 km/h, com jatos de até 187 km/h próximos a Santa Rosa Sound. Os arredores de Pensacola (FL) foram os mais afetados pelo Isaías.
Os governadores do Mississippi, Alabama e Flórida declararam estados de emergência neste fim de semana. Nos dois últimos, o mesmo também foi aprovado pelo presidente Donald Trump. Para a Geórgia, Trump ainda permitiu que a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês) enviasse recursos para ajudar a contornar os danos e risco de tornados.
O último boletim do Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) mostra um Isaías bem mais fraco: seus ventos máximos sustentados atuais estão em torno de 35 km/h, com riscos de jatos mais fortes e tornados ainda na Geórgia. Contudo, o maior perigo que ele ainda oferece são justamente as enchentes-relâmpago, que agora podem afetar os estados do Tennessee, Virgínia e a região sul dos Apalaches.
Há ainda fortes chuvas e risco de tornados também previstos para a Carolina do Norte e Carolina do Sul; o volume de precipitações pode chegar a um acumulado de 254 mm na área e até 305 mm na Flórida.
México se prepara para furacão ainda mais potente
O Furacão Simon ganhou força e se tornou uma tempestade de categoria 4 — capaz de danos "catastróficos" devido a ventos de 209 a 251 km/h, segundo o NHC. Atualmente, seus ventos máximos sustentados registrados estão quase no limite da categoria: em torno de 250 km/h.
Situado atualmente a 100 km de Manzanillo, cidade da costa Pacífica (sudoeste mexicano), ele pode trazer enchentes, perigosos aumentos de maré e destruição ao território. A cidade turística de Puerto Vallarta, na rota do Simon, já se preparava neste sábado (10) para ser atingida com comércios fechados e casas sendo protegidas.
Em boletim emitido por volta das 2h da manhã deste domingo (horário de Brasília), o NHC previa que o furacão tocasse o solo mexicano em apenas algumas horas. Os ventos com intensidade de furacão serão sentidos em um raio de 35 km, mas a destruição da tempestade pode alcançar um raio de até 150 km do olho durante sua passagem.
Estão previstos 254 a 508 mm de chuva no sudoeste do México apenas neste domingo, com até 762 mm em pontos isolados por Michoacan, Colima e Jalisco. Há risco de vida relacionado às enchentes e deslizamentos de terra, alertam meteorologistas.
Foram emitidos alertas pelas autoridades meixcanas para Puerto Vallarta, Manzanillo e Lazaro Cardenas. O NHC emitiu alertas de furacão para toda a região entre Punta San Telmo até El Roblito e Las Islas Marias, além de alerta de tempestade tropical para todo o leste de Punta San Telmo até Lazaro Cardenas.