Motoristas e trabalhadores rodoviários de empresas de turismo do Pará foram convocados para uma assembleia geral no dia 28 de outubro de 2026, com o objetivo de negociar salários e condições de trabalho para o período 2026/2027. A reunião, organizada pelo Sintritur em Belém, também definirá estratégias caso ocorra impasse nas negociações, incluindo a possibilidade de recurso à Justiça do Trabalho e paralisação das atividades. A notícia não aborda custos operacionais, mudanças em rodovias, regras da ANTT ou alterações na documentação de veículos e motoristas.
Principais tópicos: Negociação salarial, convenção coletiva, assembleia de rodoviários, direito de greve e dissídio coletivo.
Rodoviários de empresas de turismo do Pará convocam assembleia em Belém para negociar salários e condições de trabalho
Publicado em: 12 de outubro de 2026
Reunião será em 28 de outubro, antes da data-base de novembro; edital prevê discussão de medidas em caso de impasse, enquanto convenção anterior estabeleceu reajuste de 7,5%
ADAMO BAZANI
Os trabalhadores rodoviários de empresas de turismo do Pará foram convocados para uma assembleia em Belém, em 28 de outubro de 2026, para discutir a proposta de salários e condições de trabalho da negociação coletiva 2026/2027. A reunião será na sede do Sintritur, no bairro Castanheira, com primeira convocação às 10h e segunda às 10h30, antes da data-base da categoria, em 1º de novembro.
Os participantes também deverão decidir sobre autorizações para a diretoria negociar com os representantes das empresas e adotar medidas caso não haja acordo, incluindo recurso à Justiça do Trabalho e discussão do exercício do direito de greve. O edital não informa percentual de reajuste pretendido para a nova negociação. Como referência histórica, a convenção do segmento para 2025/2026 estabeleceu aumento de 7,5%, aplicado a partir de novembro de 2025.
Assembleia discutirá a proposta para 2026/2027 e dará autorização para negociação com as empresas
A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado do Pará . O documento é datado de 7 de outubro e assinado pelo presidente do Sintritur, Luiz Carlos Rosa.
A entidade é o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas, Cooperativas e Associações de Transportes Rodoviários de Passageiros Interestadual, Intermunicipal, Turismo, Fretamento e Transporte Seletivo do Estado do Pará.
Embora o nome do sindicato abranja diferentes atividades, esta convocação é dirigida especificamente aos rodoviários de empresas de turismo.
O primeiro assunto da assembleia será a proposta da norma coletiva de trabalho para 2026/2027. Em seguida, os trabalhadores deverão deliberar sobre autorização para que a diretoria celebre acordo ou convenção coletiva com as categorias patronais.
A convenção coletiva reúne condições negociadas entre entidades representativas dos trabalhadores e dos empregadores. O acordo coletivo é firmado entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. A convocação contempla as duas possibilidades, sem identificar quais empresas participarão das negociações.
Índice para a nova campanha ainda não foi identificado; reajuste anterior foi de 7,5%
O edital publicado nesta quinta-feira não apresenta uma proposta numérica de aumento salarial, novos pisos ou valores de benefícios. Também não foi localizada, nas fontes públicas consultadas, uma pauta com índice específico para a campanha do turismo com data-base em novembro de 2026.
A consulta ao Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego permitiu identificar a convenção anterior, firmada pelo Sintritur e pelo Sindicato das Empresas de Turismo no Estado do Pará, o Sindetur.
Esse instrumento tem vigência de 1º de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2026 e estabeleceu reajuste de 7,5% a partir de novembro de 2025. A tabela salarial registrada apresenta os seguintes pisos:
A abrangência declarada é estadual, para empregados das empresas representadas pelo Sindetur pertencentes às categorias profissionais diferenciadas de condutores de veículos rodoviários, mecânicos B e C e lavadores veiculares.
Esses valores e o percentual de 7,5% pertencem à negociação anterior. Não constituem uma proposta já apresentada ou aprovada para o período 2026/2027.
Edital prevê discussão de dissídio coletivo e direito de greve se a negociação fracassar
Outro ponto da reunião será a autorização para a diretoria instaurar dissídio coletivo de natureza jurídica ou econômica caso a negociação entre trabalhadores e empregadores não tenha resultado.
Em linguagem prática, o dissídio coletivo leva uma controvérsia coletiva à Justiça do Trabalho. Ele pode envolver a interpretação de normas ou a discussão de condições de trabalho, conforme a natureza do pedido e os requisitos aplicáveis.
O edital também menciona a oportunidade de exercer o direito de greve, com referência à Constituição Federal e à Lei de Greve.
Essa previsão integra a pauta de deliberação. A publicação não comunica uma paralisação aprovada, não estabelece data de interrupção dos serviços e não apresenta uma relação de empresas ou viagens que seriam afetadas.
A assembleia poderá ainda ser declarada aberta em caráter permanente até o encerramento das reivindicações, conforme propõe a convocação. Isso permite manter o processo de discussão e deliberação durante os desdobramentos da campanha.
Reunião terá duas convocações na sede do sindicato, no bairro Castanheira
A assembleia será realizada na Rua Euclides da Cunha, nº 225, bairro Castanheira, em Belém.
Na primeira convocação, às 10h, o edital exige participação de 50% dos associados mais um. Na segunda, às 10h30, a reunião poderá ocorrer com qualquer número de associados presentes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes