Microsoft expande uso do Azure Maia para IA em nuvem
Acelerador Maia 200 já processa o Copilot e outras ferramentas; nova versão 300 chega em 2027 com maior eficiência energética
A Microsoft anunciou a expansão da família de aceleradores de inteligência artificial (IA) Azure Maia para implantações de múltiplos gigawatts a partir de 2027. Com a mudança, o Maia se tornará o principal sistema de inferência para os produtos e serviços da empresa.
A decisão reforça a centralidade do programa multigeracional Azure Maia na estratégia de infraestrutura de IA da Microsoft. O Azure Maia 200 já opera em cargas de trabalho de produção, enquanto o Azure Maia 300 está previsto para entrar em implantação no mesmo ano.
Azure Maia 200 em operação
O Azure Maia 200 já processa cargas de trabalho reais da Microsoft, incluindo o Microsoft Copilot, e apoia a equipe MAI (sigla interna da Microsoft para modelos de IA próprios) no desenvolvimento de modelos de próxima geração. A empresa projeta expansão do uso do Maia 200 para o GitHub Copilot e o Microsoft Foundry até o fim de 2026.
Nas cargas em operação, o acelerador executa modelos da OpenAI, modelos MAI e as principais famílias de modelos de código aberto (open source). O sistema está sendo implantado nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália e entrega até 1,7 vez mais tokens por watt para recursos de IA integrados ao Microsoft Teams e às experiências do Copilot, em comparação com as principais infraestruturas de unidade de processamento gráfico (GPU).
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Azure Maia 300 e eficiência energética
O Azure Maia 300 foi desenvolvido como um sistema voltado para os novos tipos de cargas de trabalho de IA; raciocínio de contexto longo, experiências conversacionais sensíveis à latência e tarefas agênticas contínuas de várias etapas. A Microsoft afirma que, ao aprimorar a eficiência em todo o sistema, espera que o Maia 300 entregue 40% mais tokens por megawatt em comparação com os principais sistemas baseados em GPU. Em configuração completa com 96 aceleradores, o desempenho de throughput de tokens por rack chega a sete vezes o do Maia 200, segundo a empresa.
Entre os principais recursos do Maia 300 estão:
- Arquitetura de fluxo de dados definido por software, que maximiza a localidade dos dados e reduz sua movimentação para melhorar o desempenho por watt em relação a arquiteturas tradicionais de GPU;
- Oito stacks de HBM4 (Memória de Alta Largura de Banda) que fornecem 18,0 terabytes por segundo (TB/s) de largura de banda de memória de pico em uma potência de projeto térmico (TPD) de 950 watts;
- Nova arquitetura com múltiplos chiplets que separa as funções de computação, controlador de memória e entrada e saída (E/S), com os chiplets de computação fabricados no processo N2P de 2 nanômetros (nm) da TSMC;
- Suporte ao formato MXFP4 aprimorado, que reduz os requisitos de memória e largura de banda para computação e para o armazenamento de KV cache, ampliando as janelas de contexto;
- Sistemas de rack com 96 aceleradores reunidos em um limite de energia de 167 quilowatts, com 27,6 TB de capacidade HBM e 1,7 petabytes por segundo (PB/s) de largura de banda HBM agregada.
Aplicações previstas
A Microsoft afirma que as duas gerações do Maia foram desenvolvidas para suportar um conjunto amplo de serviços de IA da empresa. O Maia 300 dará suporte ao trabalho agêntico de várias etapas para o GitHub Copilot, à disponibilização de modelos em escala de nuvem para o Microsoft Foundry, à inferência e geração de dados para a equipe MAI e às interações sensíveis à latência para o Dragon Copilot, voltado a profissionais de saúde.
A empresa descreve o Azure Maia como componente central de sua estratégia chamada Frontier Transformation, voltada ao desenvolvimento de plataformas de IA responsáveis, acessíveis e escaláveis. No próximo mês, durante o Microsoft Ignite 2026, em São Francisco, os Estados Unidos, e também no formato online, a Microsoft diz que vai compartilhar mais informações sobre essa estratégia e os avanços na iniciativa.
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