O chefe do MI5, Ken McCallum, advertiu que a inteligência artificial pode revolucionar o desenvolvimento de armas biológicas e aprimorar métodos de ataque, como o uso de drones. Para enfrentar esses e outros riscos crescentes, incluindo a ameaça da Rússia, o Reino Unido criou um novo centro de avaliação e atualmente destina mais recursos à segurança do que no período da Guerra Fria.
Tópicos abordados: Inteligência Artificial (IA), Armas Biológicas, Segurança Nacional, Inteligência Britânica (MI5) e Ameaças Geopolíticas (Rússia).
IA ameaça mudar ‘regras do jogo’ das armas biológicas, diz chefe do MI5
Reino Unido atualmente destina mais recursos ao combate a ameaças provenientes de países estrangeiros do que durante a Guerra Fria
A ameaça da IA pode mudar “as regras do jogo” no campo das armas biológicas, advertiu nesta terça-feira, 13, o chefe do serviço de inteligência britânico, o MI5. “Em poucas palavras, a história da humanidade nunca nos deu a experiência de enfrentar um ator mais inteligente do que nós. Capaz de pensar melhor do que nós. Isso é realmente algo inédito”, afirmou Ken McCallum, ao apresentar o relatório anual sobre os desafios de segurança no Reino Unido.
Segundo McCallum, o MI5 já detectou suspeitos que utilizam a inteligência artificial para aprimorar suas atividades de reconhecimento e seus métodos de ataque, como drones pilotados por IA. A tecnologia tem “o potencial de mudar as regras do jogo no que diz respeito às armas biológicas existentes ou até novas”, insistiu, anunciando a criação de um novo centro de avaliação dessas ameaças.
McCallum revelou que o Reino Unido atualmente destina mais recursos ao combate a ameaças provenientes de países estrangeiros do que durante a Guerra Fria. “A Rússia continua sendo o agressor número um”, alertou. “O Exército e os serviços de inteligência russos multiplicam suas tentativas de guerra híbrida. ”
Na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, avaliou que o incidente ocorrido no fim de setembro perto da base militar de Fairford, utilizada pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã, foi “quase com toda a certeza dirigido” pela Guarda Revolucionária. A República Islâmica nega.
(Com AFP)