O volume de serviços no Brasil caiu 0,1% em agosto, ficando abaixo das expectativas do mercado. O setor de transportes foi um dos principais responsáveis pela pressão negativa, registrando uma retração de 0,2% no índice geral. Especificamente, o transporte de cargas recuou 0,9% no período, enquanto o transporte de passageiros teve uma alta discreta de 0,1%.
Tópicos principais: Economia do setor de transportes, volume de serviços, transporte de cargas e de passageiros.
Volume de serviços do Brasil cai 0,1% em agosto, abaixo das expectativas
Analistas de mercado projetavam alta de 0,1%. Grupos de outros serviços, transportes e
O volume dos serviços prestados no Brasil caiu 0,1% em agosto, após ficar estável em julho, frente ao mês anterior. O número veio abaixo das expectativas de analistas de mercado, que projetavam alta de 0,4%, segundo as projeções coletadas pelo Valor Data. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços cresceu 0,6%, seu 29º resultado positivo consecutivo. O acumulado do ano chegou a 1,7% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos doze meses avançou 2,2% em agosto de 2026, desacelerando frente a julho (2,4%).
— Desde que alcançou o topo da série, em outubro de 2025, o setor de serviço vem mostrando variações muito próximas da estabilidade — apontou o gerente da pesquisa Rodrigo Lobo. — A gente tem uma conjuntura de desequilíbrio setorial, com três dos cinco setores mostrando algum tipo de crescimento, e outros dois uma pressão negativa maior, então a construção dos cinco acaba trazendo algum tipo de estabilidade.
Ele explica que setores como o dos serviços de tecnologia da informação vêm mostrando um crescimento robusto nos últimos anos, assim como serviços profissionais administrativos ligados a aplicativos e plataformas de e-commerce. Serviços prestados às famílias, como restaurantes, também têm se destacado em 2026.
Por outro lado, o segmento de transportes, que possui grande peso na pesquisa, vem puxando o setor para baixo, tanto no transporte de cargas como de passageiros. Os outros serviços também têm mostrado variações negativas, especialmente por conta de uma queda maior dos serviços financeiros auxiliares.
Entre as cinco atividades analisadas pela pesquisa, três tiveram queda no mês: outros serviços (-1,0%); transportes (-0,2%); e profissionais, administrativos e complementares (-0,2%). Esses grupos eliminaram, integralmente ou em parte, os ganhos verificados no mês de julho.
No grupo de outros serviços, se destacam as quedas de receita dos serviços financeiros auxiliares, incluindo as empresas que atuam com soluções de pagamentos eletrônicos. Já nos serviços profissionais administrativos houve queda de receita para consultoria e gestão empresarial, gestão de automóveis, serviços de engenharia e operadores turísticos.
O volume de transporte de passageiros subiu 0,1%, segunda taxa positiva seguida, acumulando um ganho de 3,0%. Já o volume do transporte de cargas recuou 0,9%, após o avanço de 0,9% no mês anterior.
A única atividade que registrou alta foi a de serviços prestados às famílias (2,1%), que chegou ao segundo avanço consecutivo, com ganho acumulado de 2,9%. O grupo de informação e comunicação (0,0%) apresentou estabilidade no mês.