As bolsas asiáticas despencaram fortemente nesta quinta-feira, lideradas por perdas expressivas em ações de tecnologia e de semicondutores, após dados de inflação (CPI) acima do esperado nos Estados Unidos reacenderem temores sobre juros altos. Na Coreia do Sul, onde o índice Kospi desabou mais de 7%, autoridades anunciaram tolerância zero contra práticas que desestabilizem o mercado financeiro. O movimento de baixa também afetou mercados no Japão, Hong Kong, Taiwan e China, refletindo a cautela global em relação ao setor de inteligência artificial e Wall Street.
Tópicos abordados:
* Empresas: Samsung Electronics, SK Hynix, SoftBank, TSMC.
* Produtos/Tecnologia: Semicondutores, chips, inteligência artificial (IA).
* Tendências/Fatores: Inflação nos EUA (CPI), política monetária/taxas de juros, volatilidade e liquidação em ações de tecnologia nos mercados asiáticos.
Bolsas da Ásia despencam com ações de tecnologia após inflação dos EUA
Em Seul, o Kospi desabou 7,57%, a 5.554,22 pontos, na maior queda diária desde 28 de julho; após tombo, autoridades sul-coreanas disseram que terão "tolerância zero" a ações que desestabilizem o mercado
As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta quinta-feira (15), com tombos na Coreia do Sul e no Japão, à medida que a liquidação em ações de tecnologia se aprofundou após Wall Street recuar na esteira de dados de CPI( inflação ao consumidor () dos EUA acima do esperado.
Em Seul, o Kospi desabou 7,57%, a 5.554,22 pontos, na maior queda diária desde 28 de julho. Em junho, o índice sul-coreano chegou a superar 9 mil pontos e renovar máxima histórica, embalado pelo otimismo com a onda da inteligência artificial.
Nesta quinta-feira, as gigantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix despencaram 9,5% e 11%, respectivamente.
Após o tombo, autoridades sul-coreanas disseram que terão "tolerância zero" a ações que desestabilizem o mercado e que boatos, manipulação de preços e venda a descoberto ilegal serão punidos, segundo o jornal Chosun.
A FSC (Comissão de Serviços Financeiros) convocou uma reunião emergencial para discutir medidas de resposta.
Em Tóquio, o Nikkei recuou 4,90%, a 64.425,95 pontos, no pior pregão desde março, pressionado por perdas em empresas do setor de tecnologia e de semicondutores. O SoftBank Group caiu 9,3%, a Tokyo Electron recuou 7,8% e a Kioxia Holdings cedeu 12,3%.
Em outras praças, o Hang Seng caiu 1,03% em Hong Kong, a 24.062,72 pontos, com o subíndice de tecnologia recuando 2,7%, ao menor nível desde setembro de 2024.
Em Taiwan, o Taiex tombou 3,41%, a 46.969,87 pontos. A TSMC, maior fabricante de semicondutores por contrato do mundo, caiu 2% antes de divulgar seu balanço trimestral.
Na China continental, os mercados também fecharam no vermelho: o Xangai Composto recuou 1,59%, a 3.707,48 pontos, e o Shenzhen Composto cedeu 2,64%, a 2.226,48 pontos.
As quedas na Ásia vieram após perdas em Wall Street na quarta-feira, com ações ligadas à IA novamente sob pressão. Ontem, os EUA informaram que o CPI subiu 3,7% na comparação anual de setembro, acima dos 3,4% de agosto e do esperado, reacendendo temores de que os juros americanos permaneçam altos por mais tempo ou voltem a subir.
Na Oceania, a bolsa australiana teve baixa marginal de 0,09%, com o S&P/ASX 200 encerrando a 8.719,70 pontos.