As gigantes da tecnologia Nvidia e Apple doaram US$ 25 milhões cada para o financiamento privado da construção de um novo salão de festas na Casa Branca, idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O projeto, que faz parte de reformas na capital americana e já arrecadou US$ 333 milhões no total, tem sido alvo de críticas pela demolição da Ala Leste e inclui estruturas avançadas de segurança.
Tópicos abordados:
* Empresas: Nvidia, Apple
* Produto/Projeto: Salão de festas e reformas de segurança na Casa Branca
* Tecnologia/Tendência: Financiamento corporativo de infraestrutura governamental e doações do setor tecnológico à política
O presente milionário da Nvidia e Apple ao salão de festas de Trump
Empresas e outros grupos apoiaram a construção de salão de festas do presidente dos EUA com US$ 333 milhões no total
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, já explicou diversas vezes sobre os projetos que tem em mente para reformas na Casa Branca. Um deles é sobre a criação de um salão de festas, que recentemente alcançou US$ 333 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) em financiamento privado. Dentre os financiadores, estão duas empresas de tecnologia reconhecidas: a Nvidia e a Apple, que juntas são responsáveis por US$ 50 milhões do valor total (cada uma doou US$ 25 milhões).
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 15, pelo jornal americano Washington Post, que teve acesso à lista de doadores do projeto. Além da Nvidia e da Apple, a família da empresária Miriam Adelson (também financiadora do Partido Republicano de Trump) e o bilionário Charles Ergen contribuíram para a construção do salão de festas com outros US$ 25 milhões cada (cerca de R$ 127,5 milhões).
À agência de notícias Reuters, um porta-voz da Nvidia afirmou que “como uma empresa americana, nosso suporte aos EUA é primordial, e independente de qualquer interesse de negócios”. A Apple não comentou. O porta-voz da Casa Branca Davis Ingle afirmou que os doadores compreendem um “enorme conjunto de grandes empresas americanas”.
O salão de festas
O projeto do salão está diretamente ligado ao desejo do presidente de “reformar” Washington, D.C., capital dos EUA. A estrutura do salão deve ocupar mais de 8 mil metros quadrados, contar com espaço para mil convidados e ter em seu interior abrigos antibomba, espaço médico, defesa contra drones e mísseis e outras ferramentas de segurança. O projeto tem sido alvo de críticas pela demolição da Ala Leste da Casa Branca, espaço tradicional que deve ser ocupado pelo salão.
Quando o projeto foi à público pela primeira vez, Donald Trump havia afirmado à imprensa que ele e outros doadores pagariam um valor estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) pela reforma da Casa Branca. Apesar disso, ele chegou a pedir posteriormente ao Congresso americano por US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhão) para um bunker subterrâneo e outras ferramentas de segurança para melhorar a estrutura.