A mineradora australiana Brazilian Critical Minerals (BCM) obteve autorização regional do Incra para avançar com o projeto de terras raras Ema, localizado no Amazonas, embora a aprovação definitiva ainda dependa de Brasília. O aval é essencial para o licenciamento ambiental do empreendimento, que pretende extrair elementos de terras raras em argilas utilizando sulfato de magnésio.
Tópicos abordados:
* Empresa: Brazilian Critical Minerals (BCM)
* Produto: Carbonato misto de terras raras
* Tecnologia: Extração por adsorção iônica com sulfato de magnésio
* Tendência/Setor: Mineração de minerais críticos na Amazônia
Australiana avança em projeto de terras raras na Amazônia com aval do Incra
Brazilian Critical Minerals recebeu autorização regional para acesso de terras no Amazonas; aprovação definitiva ainda depende de Brasília
A mineradora australiana BCM (Brazilian Critical Minerals) anunciou, nesta quinta-feira (15), que recebeu o aval do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no Amazonas para avançar com o projeto de terras raras Ema, localizado no município de Apuí, no sul do estado.
A autorização envolve um acordo de acesso a áreas que estão sob administração do Incra e que se sobrepõem parcialmente ao assentamento Juma. A decisão, no entanto, ainda depende de ratificação da direção nacional do instituto, em Brasília.
O aval é considerado importante para o avanço do empreendimento porque a anuência do Incra é uma das condições exigidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas para a concessão da licença ambiental.
Segundo a companhia, a superintendência regional do Incra também emitiu uma certidão atestando que não há impedimentos à continuidade do processo de licenciamento ambiental.
A necessidade de autorização do instituto ocorre porque parte das áreas abrangidas pelo projeto ainda está em processo de regularização fundiária, aguardando a transferência definitiva dos títulos de propriedade aos agricultores e demais proprietários locais.
Projeto de terras raras
O projeto Ema está localizado em uma região de depósitos de terras raras associados a argilas de adsorção iônica. Os dois títulos minerários de Ema e Ema East abrangem aproximadamente 189 quilômetros quadrados.
A companhia pretende utilizar uma tecnologia de recuperação que permite extrair os elementos de terras raras das argilas por meio da aplicação de uma solução de sulfato de magnésio, sem a necessidade de realizar uma lavra convencional em toda a área mineralizada.
O material recuperado será processado para a produção de carbonato misto de terras raras, produto intermediário que pode ser exportado para separação e refino em outras instalações industriais.
A empresa já obteve da ANM (Agência Nacional de Mineração) a aprovação dos relatórios finais de pesquisa dos dois títulos minerários, em junho deste ano, além de autorizações para testes-piloto envolvendo o uso de água e sulfato de magnésio.
Apesar dos avanços, ainda estão pendentes a licença ambiental para o desenvolvimento do projeto e as Guias de Utilização da ANM para a realização de atividades de lavra experimental.
A BCM informou que continuará trabalhando com o Incra em Brasília para obter a ratificação definitiva do acordo, enquanto avança com o processo de licenciamento ambiental. A empresa não apresentou um prazo para a conclusão dessas etapas.