Lenovo Yoga Slim 7 Ultra pesa pouco e impressiona, mas preço é alto; review Com preço de R$ 21.999, versão Aura Edition inspirada na Copa do Mundo traz design único, excelente performance, mas peca ao não trazer placa de vídeo dedicada; veja review O Lenovo Yoga Slim 7 Ultra entrega alto poder de fogo e pesa apenas 975 g, mas seu preço de R$ 22 mil não se justifica pela ausência de uma placa de vídeo dedicada. O notebook ultrafino combina processador Intel Core Ultra 7, 32 GB de memória RAM e SSD de 1 TB a uma tela touch pOLED de 14 polegadas com resolução WQXGA+. O conjunto oferece desempenho fluido e acabamento exclusivo em azul e dourado, acompanhado por um mouse temático sem fio. O aparelho busca unir portabilidade extrema com autonomia garantida pela bateria de 75 Wh. O TechTudo avaliou o computador portátil ao longo de 30 dias de rotina profissional intensa para verificar a real eficiência do hardware e do periférico. O teste detalha os pontos fortes da tela sensível ao toque, a velocidade nas tarefas de escritório e as limitações das conexões físicas que pesam contra o investimento. 🔔 Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews 📝 Qual é o melhor notebook intermediário? Confira no Fórum TechTudo Veja abaixo como está dividido o review do Lenovo Yoga Slim 7 Ultra Aura Edition: - Ficha técnica - Design ⭐⭐⭐⭐⭐ - Tela e som ⭐⭐⭐⭐⭐ - Desempenho e armazenamento ⭐⭐⭐⭐ - Bateria e conexões ⭐⭐⭐ - Yoga Mouse ⭐⭐⭐⭐ - Vale a pena comprar o Lenovo Yoga Slim 7 Ultra? 1. Lenovo Yoga Slim 7 Ultra: ficha técnica - Tela: pOLED touchscreen de 14 polegadas com resolução WQXGA+ (2880 x 1800 pixels) - Processador: Intel Core Ultra 7 355 - Memória: 32 GB LPDDR5X - Armazenamento: SSD M.2 de 1 TB - Placa de vídeo: Intel Graphics (compartilhada) - Bateria: 75 Wh - Áudio: 4 alto-falantes estéreo de 2W cada - Sistema operacional: Windows 11 Home - Conexões: Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4, 3 portas Thunderbolt 4 (com USB-C, Power Delivery 45–65W e DisplayPort 2.1) - Dimensões: 312,6 x 213,8 x 13,9 mm - Peso: 975 gramas - Cores: azul - Preço oficial de lançamento: R$ 22.198 2. Design ⭐⭐⭐⭐⭐ A Lenovo acertou ao projetar um notebook fino e leve. Com 975 g e 13,9 mm de espessura, ele surpreende quem está acostumado a modelos pesados. O corpo de liga de magnésio e alumínio explica a leveza e a ausência de teclado numérico, algo esperado em notebooks leves. Para carregar na mochila, é excelente. Ao contrário de boa parte dos ultrafinos, o Lenovo Yoga Slim 7 Ultra não aposta na discrição. Por ser uma edição especial da Copa do Mundo, ele vem na cor azul com detalhes em dourado, o que dá um ar de elegância ao conjunto. O Yoga Mouse segue o mesmo padrão. O teclado retroiluminado é ótimo para uso à noite, porque aumenta a visibilidade das teclas. O touchpad é amplo e funcional na maior parte do tempo, uma boa opção quando não há espaço para o mouse que acompanha o notebook. Meu único problema com os dois foi a sensibilidade padrão, alta demais. O teclado reconhecia o toque em uma tecla mais de uma vez, e por isso corrigi textos com frequência. O touchpad também atrapalhou: precisei desativá-lo para que não clicasse em ícones e abas por causa de esbarrões durante a digitação. Dá para ajustar tudo nas configurações, mas um notebook de R$ 21.999 não deveria exigir esse trabalho logo de saída. 3. Tela e som ⭐⭐⭐⭐⭐ A tela é o melhor aspecto do Lenovo Yoga Slim 7 Ultra, com o design logo atrás. O painel pOLED de 14 polegadas, sensível ao toque, combina portabilidade, nitidez e cores vivas, e tem taxa de atualização de 120 Hz. A arte e os trailers de jogos da loja da Steam pareceram ainda mais atraentes na primeira vez que os abri neste notebook. A resolução WQXGA+ (2.880 x 1.800 pixels) fica acima do Full HD e deixa as imagens mais nítidas e detalhadas, principalmente em filmes, séries e animações. O touchscreen responde bem, mas este não é um notebook 2 em 1: a tela não gira para trás para virar tablet. A ficha técnica indica brilho de até 1.100 nits em conteúdo HDR e 500 nits em uso comum. Na prática, dá para usar o notebook sob luz solar branda, mas, sob sol forte, não consegui enxergar bem a tela nem no brilho máximo. O som vem de quatro alto-falantes estéreo de 2 W cada, com Dolby Atmos, distribuídos na parte inferior e ao lado do teclado. Eles não superam um fone de ouvido Bluetooth ou uma caixa de som, mas entregam boa nitidez e volume suficiente para o dia a dia. 4. Desempenho e armazenamento ⭐⭐⭐⭐ O Lenovo Yoga Slim 7 Ultra combina o processador Intel Core Ultra 7 355, 32 GB de RAM LPDDR5X e 1 TB de SSD. É preciso se esforçar muito para fazê-lo travar. Nas tarefas simples do dia a dia, não tive um engasgo sequer, e o armazenamento dispensa a rotina de decidir o que apagar para liberar espaço. Em uma tarefa mais exigente, como editar fotos, o resultado também foi bom. Só percebi um leve engasgo ao enviar mais de uma dezena de fotos de uma vez para o programa de edição. Para jogos e edição de vídeo, porém, a falta de uma placa de vídeo dedicada pesa, e é isso que segura a nota. Ainda assim, testei algumas opções de jogos leves e médios. Entre os jogos leves, testei Slay the Spire 2, do estúdio indie Mega Crit. Ele rodou sem qualquer problema, e a arte colorida, no estilo cartoon, ganhou força na tela pOLED, que deixou os desenhos mais vivos. O Fortnite, de exigência mediana e com muitas opções gráficas, também rodou bem, o que me impressionou. Com as configurações entre média e baixa, dá para aproveitar o jogo, e as cores da tela ajudam de novo. Para títulos mais pesados, a conta não fecha. 5. Bateria e conexões ⭐⭐⭐ A Lenovo promete que a bateria de 75 Wh, com ajuda da tecnologia Power Engine, dura um dia inteiro de trabalho. Para conferir, medimos quanto tempo o notebook leva para ir de 100% ao desligamento por falta de energia, em uso de trabalho. O resultado foi de 8 horas e 41 minutos: a promessa se cumpre, mas sem folga. Medimos também o caminho inverso, ou seja, quanto tempo o notebook precisa na tomada para chegar a 100%. Ele levou 55 minutos, bom tempo para uma carga completa. Com metade desse tempo, já há energia suficiente para trabalhar. As conexões desanimam. São apenas três portas Thunderbolt 4, que funcionam também como USB-C e saída de vídeo. Por isso, boa parte dos periféricos que tenho em casa, como o segundo monitor, não se conectou direto ao notebook. Poucas portas são comuns em ultrafinos, então quem pretende usá-lo em casa deve investir em hub USB-C e em acessórios Bluetooth. Na conectividade sem fio, o notebook tem Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4, que funcionaram sem problemas. O recurso Smart Share, disponível em aplicativo para o computador e para celulares Android ou iOS, compartilha arquivos, notificações e mensagens entre os aparelhos e permite usar a câmera do celular como webcam em vez da nativa. Apesar de funcional, a webcam de 5 MP entrega só o básico. 6. Yoga Mouse ⭐⭐⭐⭐ O Yoga Mouse que acompanha o notebook não é um acessório genérico, dado quase como um agrado. Ele segue o mesmo design azul com detalhes em dourado e se conecta por Bluetooth: basta ligar os dois aparelhos para que o pareamento aconteça e o mouse funcione. Além dos botões convencionais e da roda de rolagem, há um botão central que altera a sensibilidade sem passar por menus, com um único clique. O mouse tem ainda dois botões personalizáveis à esquerda. Não é cheio de funções, mas entrega em funcionalidade e estilo. 7. Vale a pena comprar o Lenovo Yoga Slim 7 Ultra? Não, pelo preço atual. É difícil encontrar um ultrafino com tela e especificações tão fortes, e o Lenovo Yoga Slim 7 Ultra atende bem a quem precisa trabalhar em viagens, não pode carregar peso e não aceita problemas de desempenho. Até a bateria, que entrega o prometido sem ir além, é razoável para a categoria. Por R$ 22.198, o notebook funciona mais como item de colecionador, por ser uma edição especial inspirada na Copa do Mundo. O Yoga Mouse exclusivo é bem-vindo: não é cheio de funções, mas entrega funcionalidade e estilo. A falta de uma placa de vídeo dedicada em um aparelho desse valor não se sustenta. Mesmo que o objetivo não seja jogar, uma GPU ampliaria os usos, como a edição de vídeos, e tornaria o notebook mais atraente para além da edição limitada. Para quem não liga para o visual da Copa, a conta não fecha. Nota geral: 4,2 estrelas ⭐ Cobra um valor alto por ser um item de colecionador com design e desempenho excelente para trabalho, mas ausência de placa de vídeo dedicada o torna uma opção pouco atraente Vídeo: Asus Zenbook S14 (2026) é o melhor notebook ultrafino do mercado? Testamos! Asus Zenbook S14 (2026) é o melhor notebook ultrafino do mercado? Testamos!