Resumo:
Um grave acidente na BR-373, em Ipiranga (PR), envolveu a colisão frontal entre um caminhão e um ônibus, resultando em 23 mortes e na interdição total da rodovia por várias horas. Evidências preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que o caminhão teria invadido a faixa contrária, mas as causas exatas ainda estão sendo investigadas. O trecho já foi totalmente liberado para o tráfego de cargas e veículos após o término da perícia e remoção dos veículos.
Principais tópicos abordados:
* Acidente rodoviário grave (colisão frontal entre caminhão e ônibus)
* Interdição e liberação de trecho rodoviário (BR-373, PR)
* Investigação de causas e dinâmica pelo PRF
Ratinho Jr. decreta luto após acidente com 23 mortos: ‘Um dia muito triste para o Paraná’
Veículo transportava pacientes de Imbituva para atendimento médico quando foi atingido por caminhão; tragédia é a maior no estado desde 2021
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), decretou três dias de luto no estado após o acidente na BR-373 que deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira, 19. A colisão frontal envolveu um ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva e um caminhão que seguia de Ponta Grossa para Prudentópolis. A maior parte das vítimas estava no veículo que transportava pacientes para atendimento médico na Região Metropolitana de Curitiba. O motorista do caminhão também morreu.
“Lamentavelmente, um dia muito triste para o Paraná e para os paranaenses”, afirmou Ratinho Junior em um pronunciamento em seu Instagram. O governador prestou solidariedade aos familiares das vítimas e disse que as causas da colisão ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
“Cabe agora à Polícia Rodoviária Federal e aos órgãos de fiscalização e de investigação poder apurar”, afirmou. Segundo Ratinho Junior, entre os passageiros estavam pessoas que se deslocavam para realizar exames, tratamentos e cirurgias. “Infelizmente teve a vida ceifada devido a esse acidente”, disse.
A colisão ocorreu por volta das 3h30, no km 209 da BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), evidências preliminares apontam que o caminhão teria invadido a faixa contrária e atingido frontalmente o ônibus. As circunstâncias, entretanto, ainda são analisadas pelas equipes responsáveis pelo levantamento no local.
Ao todo, 23 pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas. Os sobreviventes foram socorridos e encaminhados para atendimento hospitalar. Os corpos das vítimas foram levados para a nova sede da Polícia Científica em Ponta Grossa, onde são realizados os procedimentos necessários para identificação e liberação aos familiares.
O acidente mobilizou equipes da PRF, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e da concessionária responsável pela rodovia. A pista ficou totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência, a realização da perícia e a retirada dos veículos. O trecho foi liberado por volta das 10h30 desta quarta-feira.
A PRF havia registrado congestionamento de cinco quilômetros no sentido Ponta Grossa e de 12 quilômetros no sentido Prudentópolis durante a interdição. Com a liberação da pista, o tráfego voltou a ser permitido no trecho.
Maior acidente no estado desde 2021
A ocorrência desta quarta-feira é, em número de mortes, a mais grave registrada pela PRF no Paraná desde janeiro de 2021, quando dezenove pessoas morreram no tombamento de um ônibus na BR-376, em Guaratuba.
Ao comentar a tragédia, Ratinho Junior afirmou que o momento é de solidariedade às famílias. “Eu decretei luto de três dias no estado para, obviamente, demonstrar solidariedade às famílias enlutadas e, obviamente, torcer para que Deus possa confortar o coração dessas famílias”, declarou.
O governador também reforçou que a investigação deverá determinar o que provocou a colisão. A PRF informou que o levantamento realizado no local será utilizado para identificar a dinâmica do acidente e suas circunstâncias. Até o momento, a invasão da faixa contrária pelo caminhão é tratada como uma evidência preliminar, e não como conclusão definitiva sobre a causa da tragédia.