Frederico de Siqueira Filho defende a cibersegurança como ativo para o fortalecimento da infraestrutura digital do Brasil em evento da Fortinet
A tecnologia está em pauta no governo. É o que afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, durante sua participação no Fortinet Cibersecurity Summit 2026, nesta terça-feira (12). Segundo o ministro, desde que a conectividade e a criação de uma infraestrutura digital se tornaram prioridades da pasta, soluções de segurança passaram a ser discutidas como ativos para esses projetos.
“Não podemos falar de infraestrutura digital sem cibersegurança, ela precisa fazer parte do planejamento dos projetos do governo”, afirma.
Entre os projetos, Filho cita investimentos em novas soluções de satélites geoestacionários e de baixa órbita, a expansão da rede 5G no país, que, até o final do ano, deve cobrir 80% do território, e a implementação do 4G em zonas rurais e rodovias. As iniciativas têm como objetivo ampliar a conectividade no interior do Brasil, segundo o ministro, que coloca a região amazônica e as áreas rurais entre as prioridades.
“O futuro do Brasil passa pela região amazônica. Estamos falando da margem equatorial do petróleo do Amapá, das terras raras em Roraima e de outras oportunidades. Além disso, o agronegócio cresce, e queremos que o produtor rural do interior consiga expor seu produto. Esse é o grande desafio”, afirma.
A declaração ocorre durante o painel “O contexto do Brasil para a cibersegurança inteligente conectada”, que conta com a participação de Luiz Barbosa, vice-presidente de Vendas da Fortinet Brasil; Paulo Helou, executivo de Cibersegurança e Gestão de Risco da Caixa Econômica Federal; e Frederico Tostes, gerente-geral da Fortinet Brasil.
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Filho também afirma que, apesar das oportunidades de crescimento trazidas pela inteligência artificial (IA), elas só poderão se concretizar com a redução das vulnerabilidades cibernéticas do país. O ministro reforça ainda a possibilidade de o Brasil se tornar um grande hub de data centers.
Frederico defende que a implementação desses equipamentos em solo brasileiro contribuiria para a soberania nacional.
“Nossa visão é de que o Brasil precisa ser um grande hub de data centers, com inteligência social e LLMs na língua portuguesa, para prestar serviço para a América Latina”, declara.
Sobre o papel do Estado na próxima etapa da transformação digital brasileira, Frederico afirma que é preciso garantir segurança jurídica e regulatória para que o país avance nas pautas de tecnologia. Segundo o ministro, a atração de empresas de data centers também dependerá de um compromisso com o meio ambiente. “Temos um grande potencial energético de matriz renovável limpa, e precisamos preservá-lo para atrair os data centers”, ressalta.
Mais tarde, durante uma coletiva de imprensa, Filho afirma que, em relação às regulações, a expectativa do governo é de que tanto o Redata quanto o Marco Regulatório de Inteligência Artificial sejam aprovados ainda este ano. No caso do Marco Regulatório de Cibersegurança, o ministério acredita que a pauta deve ser conduzida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
“A Anatel possui a melhor capacidade técnica para lidar com a questão e eles é que possuem a capilaridade da infraestrutura física que existe no Brasil. Por isso, acreditamos que a forma mais rápida de colocar o marco em prática será por meio deles”, afirma.
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Redação
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