Aporte de investidores-anjo vai acelerar desenvolvimento de plataforma para formar profissionais em finanças digitais
A startup brasileira Zayra captou R$ 15 milhões em uma rodada seed para desenvolver sua plataforma de educação voltada ao mercado de Web3 e finanças digitais. Os investidores-anjo Gustavo Guedes Maniero, Ibrahim Jamhour e Edison Raposo, além de outros investidores do setor financeiro, participaram do aporte.
Os recursos serão destinados integralmente ao desenvolvimento e lançamento da plataforma tecnológica proprietária da empresa, à estruturação de um estúdio de produção de conteúdo e ao início das gravações das primeiras aulas, em parceria com a SP Tech, faculdade paulistana de tecnologia.
A Zayra também busca expandir sua rede de especialistas para conduzir aulas, palestras, workshops, mentorias e eventos. A iniciativa é coordenada por Claudio Yamaguchi, cofundador da organização, e busca profissionais com vivência prática em temas como blockchain, stablecoins, tokenização de ativos reais, contratos inteligentes (smart contracts), regulação e compliance cripto, identidade digital e inteligência artificial aplicada a negócios.
“Estou no mercado financeiro há mais de 25 anos e vejo de perto a dificuldade das instituições em encontrar profissionais preparados para operar essa nova infraestrutura digital”, diz Gustavo Guedes Maniero, investidor-anjo da Zayra. “Decidi apostar na Zayra porque a tese é simples e correta; antes de vender tecnologia, é preciso formar quem vai operá-la. É esse o gap que a empresa se propõe a fechar”, afirma.
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A empresa organiza sua proposta educacional em três movimentos: Learn, Build e Earn. O primeiro trata da compreensão dos fundamentos da nova economia digital; o segundo, da aplicação prática do conhecimento em projetos reais; o terceiro, da conversão do aprendizado em retorno concreto, seja em empregabilidade, empreendimento ou geração de renda.
A plataforma conta com uma inteligência artificial (IA) proprietária, chamada ZAI, que acompanha o aluno durante as aulas. O sistema indexa cada conteúdo em suas diferentes dimensões, como vídeo, áudio, slides e materiais de apoio, e alimenta a ZAI com o mesmo contexto que o aluno tem ao assistir. A ferramenta acompanha o comportamento do estudante em tempo real para antecipar onde ele precisará de ajuda.
“A educação é a primeira camada da nova infraestrutura financeira digital. Não importa o tamanho da plataforma tecnológica ou a sofisticação dos ativos, sem o conhecimento, ninguém sabe operar”, diz o cofundador e executivo à frente da Zayra, Tito Martins. “O mercado financeiro está em transição estrutural e toda mudança de infraestrutura começa pela educação. Quem não aprender agora vai operar no escuro”, afirma.
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Redação
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