Grupo autodenominado Helix diz ter publicado cerca de 1 milhão de arquivos internos da subsidiária de logística; empresa nega impacto nas operações
A Uber Freight, subsidiária de logística da Uber, confirmou que está investigando um incidente de segurança envolvendo acesso não autorizado a parte de seus sistemas e repositórios internos, segundo apurou a Reuters. O caso veio a público depois que um grupo autodenominado Helix publicou, em seu próprio site, o que alega ser cerca de 1 milhão de arquivos internos da empresa.
De acordo com a Reuters, o grupo hacker reivindicou o ataque em 6 de agosto, divulgando os arquivos como forma de pressão, prática comum entre grupos de extorsão de dados, que costumam publicar amostras ou lotes de informações roubadas para forçar empresas a negociar pagamentos em troca da não divulgação total do material.
Em nota, um porta-voz da Uber Freight afirmou que o incidente foi “identificado, contido e remediado” e que a companhia acionou prontamente as autoridades federais de segurança nos Estados Unidos. Segundo a empresa, não houve impacto nas operações de negócio da Uber Freight, que seguem funcionando normalmente, sem interrupções.
A Uber Freight não confirmou, no entanto, se os arquivos divulgados pelo grupo Helix são de fato autênticos, tampouco esclareceu quando a empresa foi informada sobre a invasão ou se chegou a manter algum tipo de contato com os autores do ataque. O caso está circunscrito à subsidiária de logística e, segundo a companhia, não haveria evidências de que os sistemas centrais da Uber, usados nos aplicativos de transporte de passageiros e entrega, tenham sido afetados.
Segundo a Reuters, a empresa foi uma entre dezenas de companhias e instituições financeiras proeminentes dos Estados Unidos alvo de uma onda recente de tentativas de extorsão digital, em que grupos de hackers têm mirado sistematicamente grandes corporações para obter dados sensíveis e pressioná-las financeiramente sob ameaça de vazamento público.
De acordo com a Google Threat Intelligence, o nome Helix está associado a um conjunto mais amplo de atividades de hacking de alto perfil que vem mirando diversas empresas nos últimos meses, cluster que a companhia de segurança já relacionou a outros codinomes usados por coletivos de cibercriminosos em campanhas de extorsão recentes.
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Esse tipo de operação tem se tornado uma das principais dores de cabeça de equipes de segurança corporativa em 2026, justamente por reunir características observadas em outros ataques recentes amplamente noticiados no setor de tecnologia: alvos de alto perfil, exfiltração de grandes volumes de dados internos e uso de publicação pública como principal ferramenta de coerção, em vez de bloqueio de sistemas por criptografia.
Nem os operadores do Helix nem a Uber Freight revelaram publicamente valores de resgate exigidos na negociação, prática comum entre grupos que preferem manter conversas fora do radar público até decidirem divulgar dados como forma de pressão adicional. Casos como este tendem a se arrastar por semanas até que fique claro se as empresas afetadas cederão a demandas financeiras dos criminosos ou se optarão por resistir, contando apenas com o apoio de agências como o FBI para conter os danos e rastrear os responsáveis.
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Redação
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