Especialista mostra como incorporar a inteligência artificial à rotina profissional
A inteligência artificial já está presente em praticamente todos os setores da economia, mas ainda é utilizada em uma parcela relativamente pequena das atividades realizadas pelos profissionais. É o que mostra o estudo AI & Economy ATLAS (Activity, Task, Landscape and Adoption Study), divulgado pelo Google em julho de 2026. Segundo o levantamento, a IA já aparece em todos os setores da indústria e em 68% das ocupações analisadas, mas está presente em apenas cerca de 21% das tarefas.
Para o especialista em IA e CEO da 10K Digital, Felipe Matos, os números mostram que ainda existe uma distância considerável entre ter acesso à inteligência artificial e incorporá-la de maneira efetiva ao trabalho. “Quando o profissional deixa de gastar tempo com tarefas repetitivas e operacionais, pode concentrar seus esforços em atividades mais estratégicas. Mas o ganho não se limita à produtividade. A tecnologia também pode abrir espaço para aquilo que depende essencialmente das pessoas: trocar ideias, tomar decisões em conjunto, construir relações, negociar, criar e resolver problemas mais complexos”, explica.
A questão, portanto, deixa de ser apenas se a IA deve ser usada no trabalho e passa a ser como utilizá-la e qual ferramenta escolher para cada necessidade. Pesquisa, revisão de textos, análise de documentos, gestão de e-mails e criação de apresentações, por exemplo, exigem recursos diferentes. Confira a seguir cinco usos da IA que já podem ser incorporados à rotina profissional, indicados por Matos:
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O Perplexity é indicado para pesquisas rápidas, especialmente quando o profissional precisa localizar fontes e obter uma visão inicial sobre determinado assunto. Já o Gemini pode ser a melhor alternativa para empresas que utilizam o Google Workspace, pois consegue localizar e relacionar informações presentes no Gmail, Drive e Google Docs. O Microsoft Copilot desempenha função semelhante no ecossistema Microsoft 365.
Já o LanguageTool seria particularmente útil para a correção cotidiana em português, pois funciona como um revisor integrado ao navegador e aos editores de texto. O Grammarly cumpre uma função semelhante, mas costuma se destacar mais em conteúdos produzidos em inglês. A ferramenta oferece correção, reescrita e ajustes de tom, inclusive com recursos para padronizar a voz de uma organização.
O Copilot é mais conveniente quando os arquivos já estão armazenados no OneDrive ou no SharePoint, ideal para quem já usa o ecossistema da Microsoft. Ele pode resumir documentos do Word, PDFs, planilhas e apresentações sem que o usuário precise abrir cada arquivo individualmente. De forma parecida, o Gemini está integrado ao ecossistema do Google, como Drive, Gmail, Sheets e Docs.
No Outlook, o Copilot pode identificar os principais pontos de uma conversa, gerar resumos e indicar as mensagens que originaram cada informação. Também pode auxiliar na elaboração de respostas e na criação de regras de organização. Por lá, também é possível criar automações pelo Agent Copilot, quando incluído no plano Microsoft 365.
Outros apps específicois, como Gamma, Kimi e Genspark também são indicados para quem precisa sair rapidamente de uma ideia ou documento para uma apresentação praticamente pronta. A plataforma consegue transformar prompts, textos e arquivos em apresentações estruturadas e permitem exportar o resultado para PowerPoint ou PDF.
Já o Canva é mais indicado quando o aspecto visual e a identidade da marca têm maior importância. Seu Magic Design gera apresentações a partir de uma solicitação e permite aplicar cores, fontes, imagens e elementos do kit de marca da empresa.
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Déborah Oliveira
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