A solução foi desenvolvida para responder ao aumento da complexidade trazida pela IA e tem apresentado resultados 32 vezes mais rápidos
Após nove meses de desenvolvimento, a Digibee iniciou uma nova etapa na história de sua marca. A empresa anunciou esta semana sua nova plataforma, agora com uma arquitetura AI Native, que traz a inteligência artificial (IA) como elemento central da estratégia da companhia.
A iniciativa representa a maior evolução da empresa desde a sua fundação, em 2017, e reconstrói a arquitetura da plataforma em vez de simplesmente adicionar recursos de IA A expectativa é de que, nos próximos anos, a solução se torne parte da rotina das equipes de integração das organizações.
“Com a nossa plataforma AI Native, vamos mudar a natureza do trabalho dos times de tecnologia. Cada vez mais, queremos atuar como a camada de conectividade e de automação que as empresas precisam para funcionar na era da IA. Somos a fundação que dá acesso, controle, governança, auditoria e garante que os agentes vão operar em cima de dados e processos corretos”, diz Rodrigo Bernardinelli, CEO e cofundador da Digibee.
Segundo a Digibee, o projeto exigiu repensar a própria forma como os sistemas de integração são construídos e operados. Ao longo do desenvolvimento, a equipe revisou componentes da arquitetura, descartou abordagens que não entregavam os níveis necessários de confiabilidade e adaptou a plataforma para que os Digital Workers, agentes de IA da Digibee, pudessem interpretar informações técnicas de maneira mais eficiente.
Um dos exemplos foi a substituição de interfaces desenhadas para interação humana por estruturas mais adequadas ao processamento automatizado, privilegiando dados estruturados, logs e outros elementos capazes de ampliar a precisão e a rastreabilidade das operações.
“Durante o desenvolvimento da plataforma, percebemos rapidamente que não bastava adaptar interfaces criadas para pessoas. Os Digital Workers precisavam consumir informações de outra forma. Em muitos casos, os logs eram muito mais ricos do que a própria interface visual para orientar a tomada de decisão do agente”, destaca Peter Kreslins, cofundador e CTO da empresa.
Segundo os primeiros testes com parceiros-piloto, o resultado é uma plataforma capaz de ampliar em até 32 vezes a capacidade das equipes de integração, reduzindo o tempo de execução de projetos que antes levavam meses para serem concluídos.
A nova arquitetura combina três grandes elementos:
“A inteligência artificial não reduziu o backlog de integrações, mas multiplicou sua necessidade. Cada agente que uma empresa constrói precisa de acessos seguros e governados para sistemas que nunca foram desenhados para esse tipo de tecnologia”, afirma Bernardinelli. “Na era da IA, vencerão as empresas cujos times de integração podem entregar soluções na velocidade que o negócio espera, sem deixar de lado a confiabilidade que todo negócio sempre demandou.”
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Déborah Oliveira
Redação
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