Resumo:
A notícia trata de um evento de entretenimento (show do cantor Nattanzinho Lima na Festa do Peão de Barretos) e não traz nenhuma informação sobre rodovias, custos (diesel, pedágio, frete), documentos, regras da ANTT, fiscalização ou legislação de trânsito. O único vínculo com o setor rodoviário foi uma menção emocional do artista, que lembrou que sua família tem origem na profissão e homenageou seu falecido avô, que era caminhoneiro.
Principais tópicos abordados:
* Entretenimento e Cultura (Show de Nattanzinho Lima em Barretos).
* Homenagem pessoal (Menção à profissão de caminhoneiro do avô do cantor).
Nattanzinho Lima fez, na madrugada deste sábado (22), uma das entradas mais surpreendentes da história da Festa do Peão de Barretos. Na abertura do primeiro show da carreira na arena mais famosa do país, logo nos primeiros acordes de “Sonho de Amor”, o público procurou atento pelo artista no palco, como era esperado.
Mas o cantor fez diferente – e muito. Surgiu cantando no meio da arquibancada lotada, à direita do palco, levando a turma do chapéu à loucura.
Os fãs se aglomeraram em volta do artista com celulares ligados tentando registrar a presença inusitada dele. O cantor, considerado um dos nomes responsáveis pela renovação do brega no país, seguiu caminhando e cantando no meio do povão até finalmente chegar ao palco.
“Alô Amor”, “Chuva de Arroz”, de Luan Santana, e “A Noite”, de Tiê, passaram pelo set list.
Natanzinho Lima se joga na dança na Festa do Peão de Barretos 2026 — Foto: Érico Andrade/g1
Esta foi a segunda participação do cantor sergipano no Barretão, mas a estreia solo. Em 2025, ele fez uma participação no show de Murilo Huff. Atualmente, só no Spotify, o cantor acumula 9,5 milhões de ouvintes mensais. Virou um fenômeno e rompeu a bolha, ganhando fãs em todo o Brasil.
Ele buscou inspiração para a carreira em artistas como o pernambucano Reginaldo Rossi, que ganhou o título de “o rei do brega”, com músicas como “Garçom” nos anos 1980, e o maranhense Júlio Nascimento.
Nattanzinho Lima abre show na Festa do Peão de Barretos 2026 no meio da arquibancada lotada — Foto: Divulgação
O jeitão irreverente
Extravagante, Nattanzinho estava coberto de correntes e puleiras douradas, usou cinto com fivela de peão e o famoso chapéu cata ovo. Os acessórios ainda chamavam mais atenção por causa do look total black. O visual já virou uma marca registrada junto com as coreografias rebolativas em momentos solo ou com a banda que dá ritmo à sua apresentação.
No segundo show da noite - antes ele tinha se apresentado em Cotia (SP) -, Nattanzinho chegou animado, sem qualquer sinal de cansaço. Tanto que emendou uma música atrás da outra e bebeu. "Hoje é dia de piseiro", disse.
Natanzinho Lima com rosas no palco da Festa do Peão de Barretos 2026 — Foto: Érico Andrade/g1
Percorreu cada canto do palco, em uma tentativa de estar sempre muito perto dos fãs, uma forma de compensar a multidão que não arredou pé e ficou até as 4h à sua espera na arena.
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Briga quase atrapalha show
Enquanto cantava “Te Esperando”, de Luan Santana, o cantor parou o show ao avistar uma briga na pista VIP, logo de frente para o palco. Pediu à banda para segurar a música e pediu apoio da segurança. Não voltou a cantar enquanto a situação não foi controlada.
Em terra de rodeio, o que se viu no repertório foi uma sequência de sucessos sertanejos no ritmo do bregarrocha, mistura de brega com arrocha, como ele mesmo define seu estilo musical.
“Logo Eu” e “De Tanto te Querer”, de Jorge e Mateus, “Regime Fechado”, de Simone & Simaria, “Eu Ligo Pra Você”, de Zé Neto & Cristiano, "Eu Te Seguro", de Panda, "Nova Iorque", de Chrystian & Ralf, "Tem Que Ser Você", de Victor & Leo, "Sinônimo", de Chitãozinho & Xororó, passaram pela fila, todas com pegada de forró eletrônico com metais.
Emoção
Mas Nattanzinho deixou para o fim o momento mais emocionante da apresentação. Nascido em uma família de caminhoneiros, homenageou o avô, já falecido, que trabalhou a vida toda na boleia de um caminhão. Ele relembrou dificuldades enfrentadas e disse que gostaria muito que o avô estivesse vivo para ver o sucesso que o neto alcançou.
Com a foto do avô em um telão ao fundo do palco, ele pediu ao público que abraçasse as pessoas que ama e reafirmou um bordão que faz todo sentido quando se trata de aproveitar cada momento como se fosse o último: “Viver é diferente de estar vivo”.
Nattanzinho Lima em sua estreia solo no palco da Festa do Peão de Barretos 2026 — Foto: Érico Andrade/g1