Como proteger o celular de idosos contra golpes? Veja medidas de segurança
Ajustes simples de privacidade, bloqueio de chamadas e compartilhamento de localização ajudam a reduzir o risco de golpes digitais direcionados a pessoas idosas
Golpes aplicados por telefone, mensagem e aplicativos de banco têm se tornado cada vez mais sofisticados, e pessoas idosas costumam ser um dos públicos mais visados por criminosos, seja pela menor familiaridade com tecnologia ou pela tendência a confiar mais rápido em quem se apresenta como funcionário de banco, familiar ou órgão público. A boa notícia é que boa parte da proteção não depende de conhecimento técnico avançado, e sim de alguns ajustes simples no próprio celular para já reduzir o risco. A seguir, confira 8 medidas de segurança para proteger o celular de uma pessoa idosa contra golpes e fraudes.
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Medidas de segurança para proteger celular de pessoas idosas: veja índice
- Use senhas em aplicativos de bancos
- Ative a autenticação em duas etapas
- Ative o bloqueador de chamadas desconhecidas
- Proteja o celular com biometria, reconhecimento facial ou PIN
- Configure o botão SOS
- Ative a localização compartilhada
- Tenha cuidado ao baixar aplicativos
- Desconfie de mensagens e ligações pedindo dinheiro ou dados pessoais
1. Use senhas em aplicativos de bancos
A maioria dos bancos digitais e tradicionais permite configurar uma senha específica só para abrir o aplicativo, separada da senha usada para desbloquear o celular. Esse recurso costuma ficar dentro das configurações de segurança do próprio app, geralmente em um menu chamado "Segurança" ou "Privacidade".
Essa medida extra é importante porque, mesmo que alguém consiga desbloquear o celular, pegando emprestado com um pretexto, por exemplo, ainda vai precisar de uma segunda senha para acessar o app do banco e ver saldo, extrato ou fazer transferências bancárias. Vale reforçar que essa senha nunca deve ser compartilhada com ninguém, nem mesmo com quem se apresenta como funcionário do banco por telefone.
2. Ative a autenticação em duas etapas
A autenticação em duas etapas (também chamada de verificação em duas etapas ou 2FA) exige, além da senha normal, um segundo código enviado por SMS, e-mail ou aplicativo autenticador para conseguir entrar em uma conta. O recurso está disponível na maioria dos aplicativos de banco, e-mail, redes sociais e mensageiros, geralmente dentro do menu de "Conta" ou "Segurança e login".
Com esse recurso ativado, mesmo que um golpista descubra a senha de uma conta, seja por vazamento de dados, seja por engano do próprio usuário, ele ainda vai precisar desse segundo código para completar o acesso, o que costuma ser suficiente para barrar a maioria das tentativas de invasão.
3. Ative o bloqueador de chamadas desconhecidas
No iPhone, basta abrir Ajustes, tocar em Apps e depois em Telefone, e ativar a opção "Silenciar Chamadas Desconhecidas", as ligações de números não salvos param de tocar e vão direto para o histórico ou correio de voz. No Android, o caminho pode variar conforme o fabricante do aparelho, mas geralmente fica em Telefone > Configurações > Números bloqueados ou Identificador de chamadas e spam, onde é possível ativar a filtragem automática de ligações suspeitas.
4. Proteja o celular com biometria, reconhecimento facial ou PIN
Manter o celular sem nenhum tipo de bloqueio de tela é um dos erros mais comuns e mais arriscados, já que qualquer pessoa que pegue o aparelho, mesmo que só por alguns segundos, consegue acessar mensagens, fotos, contatos e, em muitos casos, até aplicativos de banco já logados. Configurar biometria (impressão digital), reconhecimento facial ou um PIN numérico resolve grande parte desses problemas.
Essa configuração fica nos ajustes gerais do celular, geralmente em um menu chamado "Tela de bloqueio" ou "Biometria e segurança", tanto em aparelhos Android quanto no iPhone. Vale reforçar que o PIN escolhido não deve ser óbvio, como data de nascimento ou sequências como "1234", justamente para evitar que seja descoberto facilmente por terceiros.
5. Configure o botão SOS
Tanto Android quanto iPhone têm um recurso de emergência que, ao ser acionado (geralmente segurando o botão de ligar por alguns segundos ou apertando-o repetidamente), pode ligar automaticamente para o número de emergência local e, se configurado, enviar a localização e um alerta para contatos de confiança previamente cadastrados.
Esse recurso costuma ficar em um menu chamado "SOS de Emergência" (no iPhone, em Ajustes > SOS de Emergência) ou "Segurança e emergência" no Android. Vale configurar com antecedência os contatos de emergência que devem ser avisados, geralmente familiares próximos, para que o recurso funcione de forma completa em caso de necessidade, seja um golpe em andamento, seja uma emergência de saúde.
6. Ative a localização compartilhada
Compartilhar a localização em tempo real com um filho, neto ou outro familiar de confiança é uma medida extra de segurança, extremamente útil caso a pessoa idosa saia de casa e demore para voltar, ou em situações de emergência. O recurso está disponível tanto no Google Maps (opção "Compartilhar localização em tempo real") quanto no app Buscar do iPhone (ou pelo compartilhamento de localização dentro do Mensagens).
Vale combinar previamente com a pessoa idosa que esse compartilhamento não é sobre vigilância, mas sim sobre segurança mútua. É comum haver resistência inicial à ideia por associação com falta de privacidade, então explicar o propósito ajuda a reduzir esse desconforto.
7. Tenha cuidado ao baixar aplicativos
Aplicativos falsos, muitas vezes disfarçados de bancos, órgãos públicos ou até jogos, são uma porta de entrada comum para golpes e vírus em celulares. A orientação principal é baixar aplicativos exclusivamente pela Google Play (Android) ou App Store (iPhone), evitando links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail que prometem instalar algum programa "oficial".
Antes de instalar qualquer aplicativo, vale conferir se o nome do desenvolvedor corresponde à empresa real (por exemplo, o nome do banco), o número de downloads e as avaliações de outros usuários. Golpistas costumam criar cópias de aplicativos populares com nomes e ícones muito parecidos com os originais, mas com pequenas diferenças que passam despercebidas por quem não está atento.
8. Desconfie de mensagens e ligações pedindo dinheiro ou dados pessoais
A regra mais importante, e talvez a mais difícil de internalizar, é desconfiar de qualquer contato, ligação, SMS, e-mail ou mensagem de WhatsApp, que peça dinheiro, senha, código de verificação ou dados pessoais com urgência. Bancos, órgãos públicos e empresas sérias não pedem esse tipo de informação por telefone ou mensagem, e qualquer solicitação nesse sentido já é, por si só, um forte indício de golpe.
Em caso de dúvida sobre uma ligação supostamente de um banco, familiar ou instituição, o mais seguro é desligar e retornar o contato por um número oficial já conhecido, buscado de forma independente (no site do banco, por exemplo), em vez de usar o número que ligou ou que foi passado na mensagem. Vale também combinar com a família uma "palavra-chave" de confirmação para casos de pedidos de dinheiro urgentes, já que golpes que imitam a voz de parentes por telefone ou áudio também têm se tornado mais comuns.
Com informações de Mercado Pago
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