O que é o Discord, plataforma que Janja pede banimento no Brasil?
Primeira-dama relembrou caso trágico de morte de jovem de 13 anos durante uma transmissão no aplicativo
O aplicativo Discord está sendo cobrado por melhorias em sua segurança após o pedido de seu banimento pela primeira-dama Janja. A Advocacia-Geral da União (AGU) conversou com representantes da plataforma exigindo mais mecanismos de segurança.
Na última quinta-feira, 6, Janja pediu o bloqueio imediato do Discord ao citar o caso recente de uma menina de 13 anos de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, induzida ao suicídio durante uma transmissão ao vivo na plataforma. O Discord afirmou que desativou o servidor restrito que promovia a automutilação e afirma que colabora com as investigações.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou um processo de investigação contra o Discord para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes. Em comunicado da última sexta-feira, 7, a Agência diz: “A apuração tem como foco possíveis falhas na adoção das medidas exigidas por lei para prevenir e mitigar riscos de exposição, recomendação ou facilitação de contato de menores de 18 anos com conteúdos de indução, incitação, instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio (art. 6º, III); assim como a ausência de mecanismos efetivos de aferição de idade (artigos 10 e 17) e a ocorrência de falhas nos deveres de remoção de conteúdo violador (art. 29) e de comunicação às autoridades competentes (art. 28), entre outras infrações. ”
O que é o Discord?
O Discord é um aplicativo que permite a comunicação por voz, vídeo e texto. Lançado em 2015, a plataforma ganhou espaço principalmente na comunidade gamer como meio de comunicação entre os jogadores e de transmissões de partidas.
Os usuários podem criar grupos ou comunidades chamadas de “servidores” ou participar de versões abertas. Os tópicos dos grupos são variados, ainda com forte presença de jogadores de videogame, mas também para desenvolvedores, estudantes, pessoas com gostos em comum, como animes, socialização e até busca de emprego.
No entanto, versões privadas dos servidores, com acesso via convite, também vêm sendo utilizadas para crimes virtuais. Não há moderação ativa nesses grupos, e casos de abuso, chantagem e indução à automutilação já foram registrados no Brasil.