Principais Tópicos: Recuperação judicial, impacto no setor de logística, reestruturação empresarial e crise financeira.
Resumo:
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial, incluindo suas empresas do setor de logística, após fechar quase 300 lojas no país e registrar forte prejuízo financeiro. Para o transportador e frotista, a medida visa reorganizar as dívidas da companhia e manter as operações sem interrupções relevantes. A notícia não traz alterações em rodovias, custos de insumos (diesel/pedágio), tabela de frete ou documentação de veículos e motoristas.
Casas Bahia pede recuperação judicial após fechar 298 lojas, cinco em MS
Objetivo é encontrar uma solução definitiva e garantir a continuidade dos negócios no longo prazo
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após fechar 298 lojas no País dentro do processo de reestruturação da operação. Em Mato Grosso do Sul, pelo menos cinco unidades foram encerradas, sendo duas em Dourados e uma em Campo Grande, Nova Andradina e Ponta Porã. O pedido de recuperação foi aprovado pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador e protocolado na Justiça de São Paulo.
RESUMO
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O objetivo, de acordo com a administração, é encontrar uma solução definitiva para os problemas de estrutura de capital e garantir a continuidade dos negócios no longo prazo.
A recuperação judicial foi publicada como fato relevante pelas Casas Bahia ontem (16). No comunicado ao mercado, a companhia afirma que enfrenta deterioração das condições econômico-financeiras, com impacto de juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro, pressão sobre o consumo e o capital de giro, além da não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas. A empresa já vinha tentando reorganizar seu passivo e, em 2024, fechou um acordo de recuperação extrajudicial envolvendo cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas.
O novo pedido ocorre após uma forte piora nos resultados. A companhia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, enquanto a dívida líquida estava em aproximadamente R$ 1,2 bilhão ao fim de junho, segundo dados divulgados nacionalmente pela empresa.
O pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. O comunicado é assinado pelo diretor vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores, Elcio Mitsuhiro Ito.
Em Mato Grosso do Sul, o fechamento das cinco lojas ocorreu entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), conforme mostrou o Campo Grande News. Foram encerradas duas unidades em Dourados e uma em Nova Andradina, Ponta Porã e Campo Grande, onde a loja funcionava no Shopping Bosque dos Ipês.
A redução da estrutura física atingiu diferentes regiões do País. A companhia também promoveu cortes no quadro de funcionários durante o processo de readequação.
No fato relevante, a Casas Bahia afirma que a recuperação judicial pretende permitir uma reorganização das obrigações, com reperfilamento e alongamento das dívidas financeiras e operacionais. A empresa diz que pretende manter suas atividades nos canais existentes e o atendimento aos consumidores sem interrupções relevantes durante o processo.
A companhia também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão de ajuizamento, "adotada em caráter de urgência", conforme fato relevante.
Além do Grupo Casas Bahia, o pedido inclui empresas controladas, entre elas Casas Bahia Tecnologia, Cnova Comércio Eletrônico, Indústria de Móveis Bartira e companhias do setor de logística. O Conselho de Administração também aprovou a convocação de uma assembleia geral extraordinária para ratificar a decisão de ajuizar a recuperação em caráter de urgência.
No fim de semana, a reportagem entrou em contato com a assessoria das Casas Bahia para saber quantas unidades fecharam em Mato Grosso do Sul, mas não obteve resposta.
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