Resumo:
Um incêndio de grandes proporções em uma área verde na Avenida Guaicurus, em Campo Grande (MS), gerou forte fumaça e chamou a atenção de motoristas que passavam pela região. O incidente ocorre em meio a um alerta de baixa umidade, condição que, combinada com o tempo seco, aumenta o risco de fogo às margens de vias e rodovias. As autoridades reforçam a proibição de queimadas, prática que configura crime ambiental sujeito a multas severas e prisão.
Principais tópicos abordados:
* Incêndio urbano e fumaça em via pública.
* Alerta de baixa umidade e risco de propagação de fogo em vegetações.
* Riscos de incêndios às margens de vias e rodovias.
* Legislação ambiental, penalidades e multas para queimadas.
Incêndio avança em área verde e espalha fumaça na Avenida Guaicurus
Chamas chamaram atenção de quem passava pela região do Universitário
Incêndio de grandes proporções atingiu uma área verde da Avenida Guaicurus, entre as ruas Salomão Abdalla e Filomena Segundo Nascimento, na região do Universitário, em Campo Grande, durante a noite desta segunda-feira (17). As chamas avançaram pela vegetação e formaram uma grande coluna de fumaça, que podia ser vista à distância. A causa do fogo ainda não havia sido identificada até a publicação desta matéria.
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Uma pessoa que passava pela avenida relatou que o incêndio já estava intenso quando percebeu as chamas. Segundo ela, não havia equipes de combate ao fogo no trecho naquele momento. “Estava passando pela avenida quando vi o incêndio já em grande proporção. Não tem ninguém perto, e parece que ninguém chamou o socorro”, contou.
A reportagem procurou o Corpo de Bombeiros para saber se equipes foram deslocadas até o local. Também questionou a corporação sobre a dimensão da área atingida e as possíveis causas do incêndio. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.
O fogo ocorre enquanto Campo Grande e outros municípios de Mato Grosso do Sul permanecem sob alerta de baixa umidade do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O tempo seco facilita o avanço das chamas em áreas de vegetação. A fumaça também pode agravar problemas respiratórios, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
As autoridades orientam a população a não colocar fogo em terrenos, pastagens ou margens de rodovias durante o período de estiagem. A combinação de calor, baixa umidade e vento aumenta o risco de propagação rápida das chamas. Pequenos focos podem atingir áreas maiores em pouco tempo nessas condições.
A queima de vegetação em terrenos baldios e pastagens pode configurar crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605, de 1998. A legislação prevê pena de até quatro anos de prisão, além de multa, conforme as circunstâncias do caso. O responsável também pode receber sanções administrativas.
Na Capital, a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) pode aplicar multa de até R$ 11.590,37 pela queima de resíduos a céu aberto. Incêndios provocados em terrenos baldios ou quintais também podem resultar em cobrança de até R$ 6.781. Os valores constam em balanço divulgado neste mês pela prefeitura.