As marcas que conseguirem ensinar, explicar e gerar clareza de verdade serão as que mais vão aparecer novo cenário de busca
Por Luísa Braga
Durante muito tempo, o Google foi o principal caminho para encontrar respostas. As marcas produziam conteúdo pensando em SEO, palavras-chave e posicionamento nos mecanismos de busca. Mas, hoje, o comportamento mudou, e cada vez mais pessoas fazem perguntas diretamente para inteligências artificiais como ChatGPT, Gemini e Claude.
O estudo Eight Oh Two revela que 37% dos consumidores começam buscas em ferramentas de IA, em vez de mecanismos tradicionais, e essa talvez seja uma das transformações mais importantes do marketing digital nos últimos anos, o que muda completamente a lógica da produção de conteúdo. E é aí que entra o GEO (Generative Engine Optimization).
Enquanto o SEO tradicional busca posicionar páginas nos resultados de pesquisa, o GEO busca fazer com que a sua marca, conteúdo ou site sejam utilizados como referência pelas inteligências artificiais na construção dessas respostas.
Na prática, a lógica muda e bastante!
No SEO, durante muito tempo, existiu uma obsessão por técnica, palavra-chave exata, repetição, densidade, backlinks. No GEO, o foco passa a ser muito mais clareza, contexto e autoridade.
Ela tende a priorizar conteúdos que:
Isso significa que conteúdos genéricos começam a perder espaço.
A internet já está cheia de textos superficiais, especialmente agora com o crescimento da inteligência artificial. Então, a tendência é que conteúdos mais humanos, específicos e bem desenvolvidos ganhem ainda mais relevância.
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E existe uma dúvida frequente: o ChatGPT usa informações do Instagram e LinkedIn? A resposta é: parcialmente.
De forma geral, inteligências artificiais conseguem interpretar informações públicas que estão disponíveis na internet, mas elas têm muito mais facilidade para acessar e organizar conteúdos estruturados em sites.
Já redes sociais como Instagram, TikTok e até LinkedIn têm mais limitações porque parte do conteúdo não é facilmente indexável, e as legendas costumam ser mais curtas. Por isso, depender apenas das redes sociais é uma estratégia cada vez mais frágil.
As marcas que querem crescer nos próximos anos precisam construir presença também fora delas. Blogs, artigos, sites e conteúdos educativos voltam a ganhar importância.
E uma coisa interessante é que o GEO aproxima muito mais o conteúdo da linguagem humana. Os títulos começam a funcionar melhor quando refletem perguntas reais.
Ao invés de “Estratégias de Marketing Digital”, fica muito mais forte “Como atrair clientes pelo Instagram em 2026?”. Porque é assim que as pessoas perguntam para a IA. Outra diferença importante é que no GEO autoridade não vem só de tamanho.
Muitas vezes, um conteúdo menor, mas extremamente claro e específico, pode ser mais relevante para a inteligência artificial do que um texto enorme e genérico.
E existem algumas formas práticas de aumentar as chances da sua marca aparecer nessas buscas, a primeira é produzir conteúdos que respondam dúvidas reais do seu público, e não só conteúdos inspiracionais ou superficiais. A segunda é construir autoridade em nichos específicos. Quanto mais claro for o tema que sua marca domina, mais fácil a IA entender sua relevância naquele assunto.
E talvez o ponto mais importante: ter autenticidade!
Porque conforme a internet fica cheia de conteúdos extremamente parecidos, gerados por IA, o diferencial passa a ser repertório, visão e interpretação humana.
A GEO não é só uma mudança técnica, é uma mudança de comportamento.
As marcas que conseguirem ensinar, explicar e gerar clareza de verdade serão as que mais vão aparecer nesse novo cenário.
A lógica é simples: Se você quer aparecer nas respostas da IA, sua marca precisa se tornar uma boa resposta.
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Redação
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