Substituição da diretora de receita e concentração de poder nas mãos do cofundador da empresa acontecem enquanto companhia se prepara
A OpenAI vive uma sequência acelerada de trocas em sua cúpula executiva enquanto se prepara para uma possível abertura de capital. A mais recente movimentação envolve a saída de Denise Dresser, diretora de receita da empresa havia menos de um ano, substituída por Dali Rajic, até então presidente e diretor de operações da Wiz, empresa de cibersegurança do Google. Dresser, ex-CEO do Slack, afirmou em publicação no LinkedIn ter tomado a difícil decisão de deixar a companhia nas próximas semanas para seguir outras oportunidades, e permanecerá por um período de transição.
A executiva havia assumido boa parte das funções de Brad Lightcap e de Fidji Simo depois que a OpenAI tirou Lightcap do cargo de diretor de operações. Fidji entrou de licença médica e deixou a empresa definitivamente no mês passado. Ao lado da troca no comando de receita, a companhia também elevou Joy Jiao, na empresa desde 2022, à chefia da área de ciências da vida, com foco em pesquisa.
O pano de fundo dessas mudanças é a ascensão do cofundador e presidente Greg Brockman, que vem concentrando cada vez mais responsabilidade operacional em torno de si mesmo à medida que a OpenAI expande seu braço corporativo com vistas à abertura de capital. Nas últimas semanas, uma leva de executivos de peso deixou a empresa, incluindo o histórico braço direito de Sam Altman e o próprio ex-diretor de operações, num movimento que fontes descrevem como uma limpeza havia muito esperada de lideranças com desempenho considerado abaixo do esperado e não apenas reflexo da alta rotatividade que já marca o setor de IA como um todo.
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Brockman tem se posicionado publicamente como o principal responsável por montar uma nova equipe de lideranças capaz, em suas palavras, de levar a OpenAI a ultrapassar a Anthropic na adoção do produto por empresas. O crescimento do braço corporativo sustenta essa aposta: a receita anualizada vinda de clientes empresariais saltou 32% em julho ante o mês anterior, puxada majoritariamente por grandes contas, enquanto a receita corporativa como um todo já superou a receita ligada ao ChatGPT de consumo, segundo dados apresentados a investidores pela diretora financeira Sarah Friar.
Em meio à turbulência, Brockman minimizou publicamente as preocupações com a concorrência de modelos abertos vindos da China e reforçou que a empresa segue focada em avançar pesquisa de fronteira, ampliar sua base global de usuários e consolidar o uso corporativo da tecnologia.
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Redação
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