Brasil soma 26 casos no mês e já chega a 120 em 2026, enquanto EUA lideram com 318 vítimas e os setores de tecnologia e finanças aceleram os ataques
Julho registrou o maior volume mensal de ataques de ransomware dos últimos 12 meses, com 955 vítimas identificadas globalmente, alta de 33,9% em relação a junho e acima do recorde anterior, de 881 casos em dezembro de 2025. Os dados são do Ransomware.live, plataforma de monitoramento de vazamentos mantida pela Cohesity, que os divulga mensalmente.
No Brasil, foram 26 vítimas em julho, três a mais que no mês anterior, somando 120 ataques no país desde o início de 2026. Apesar do número em alta, o Brasil caiu da terceira para a sexta posição no ranking global de países mais afetados, à medida que outras regiões registraram saltos abruptos, Espanha e Turquia, por exemplo, foram de zero vítimas em junho para o top 10 mundial em julho. Os Estados Unidos seguem isolados na liderança, com 318 vítimas (+59% em relação a junho), respondendo por quase metade do crescimento global do mês; depois vêm Alemanha (58), Reino Unido (39), Canadá (32) e Itália (30).
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Por setor, o mercado corporativo continuou sendo o alvo mais frequente, com 176 vítimas (+25,7%), seguido pela manufatura, com 152 casos (+34,5%). Mas o crescimento mais acentuado apareceu em dois setores estratégicos: os ataques à indústria de tecnologia subiram 68% (126 casos) e os direcionados a serviços financeiros saltaram 72,4%, chegando a 50 vítimas. Entre os dez setores mais visados, apenas agricultura e produção de alimentos registraram queda no mês, de 5,1%, com 37 casos.
“Esse aumento no Brasil acompanha uma escalada global agressiva que não está concentrada em uma única região. O ransomware se tornou um risco crítico de paralisação de negócios”, afirma Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para a América Latina. “A alta atividade de ameaças em julho é um alerta de que as defesas tradicionais estão sendo burladas. Hoje, a prioridade das empresas deve ser a resiliência: garantir que, se forem atacadas, consigam recuperar seus dados rapidamente e com segurança, sem ceder ao pagamento de resgates”, finaliza.
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André Oliveira
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