Linha Redmi Note bate 500 milhões de vendas; relembre evolução em 12 anos Família de celulares estreou em 2014 com tela de 5,5", câmera de 13 MP e bateria de 3.200 mAh; hoje modelos têm 5G câmera de 200 MP e baterias de 6.000 mAh ou mais A linha Redmi Note, da Xiaomi, ultrapassou a marca de 500 milhões de celulares vendidos em todo o mundo desde a estreia do primeiro modelo, em 2014. O número, fornecido pela própria empresa, representa meio bilhão de aparelhos comercializados em 12 anos e ajuda a dimensionar a trajetória de uma das principais famílias de intermediários da fabricante. Nesse período, a série acompanhou mudanças importantes no mercado de smartphones e incorporou recursos que antes estavam associados a modelos mais avançados, como conexão 5G, telas AMOLED com alta taxa de atualização, câmeras de centenas de megapixels e carregamento rápido. Basta voltar à ficha técnica do primeiro Redmi Note para perceber o tamanho dessa evolução. O aparelho chegou às lojas com tela HD de 5,5 polegadas, câmera traseira de 13 megapixels (MP), apenas 8 GB de armazenamento e bateria de 3.200 mAh, números que chamavam atenção em 2014, mas parecem modestos atualmente. Em 2026, o Redmi Note 15 Pro 5G vendido no Brasil oferece bateria de 6.580 mAh, além de tela AMOLED de 120 Hz e câmera de 200 MP. A seguir, o TechTudo relembra os principais saltos da linha. ➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews 📝 Celular JOVI é melhor que Xiaomi? Opine no Fórum do TechTudo De 2014 a 2026: veja como a linha Redmi Note evoluiu em 12 anos Voltar à ficha técnica do primeiro Redmi Note é quase uma viagem no tempo. Em 2014, a Xiaomi destacava como diferencial a tela IPS de 5,5 polegadas com resolução HD (1.280 x 720 pixels) — tamanho considerado grande para os padrões da época. O celular também chamava atenção pelo processador MediaTek MT6592 de oito núcleos, uma configuração que a própria fabricante usava como um dos principais argumentos de desempenho do aparelho. Os números de memória mostram ainda melhor o quanto os smartphones mudaram desde então. O primeiro Redmi Note era vendido com 1 GB ou 2 GB de RAM e apenas 8 GB de armazenamento interno, com suporte a cartão de memória de até 32 GB. Ele ainda saía de fábrica com Android 4.2 e MIUI 5 e, para acessar a Internet móvel, ficava restrito às redes 3G e 2G. Doze anos depois, até o modelo-base da família trabalha em outra escala. O Redmi Note 15 vendido no Brasil tem 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, além de aceitar cartões de memória de até 2 TB. Na comparação direta, são 32 vezes mais espaço interno do que os 8 GB do primeiro Redmi Note; já o limite de armazenamento externo saltou de 32 GB para 2 TB. A evolução também ajuda a mudar a percepção sobre aquilo que um dia foi considerado avançado. Em 2014, combinar tela grande, processador de oito núcleos e possibilidade de expandir os 8 GB de memória era parte do apelo do Redmi Note. Em 2026, centenas de gigabytes de armazenamento e vários gigabytes de RAM já fazem parte da configuração de entrada da própria família. Baterias cresceram e carregamento chegou aos 120 W A bateria sempre foi um dos destaques da linha Redmi Note. O primeiro modelo, lançado em 2014, tinha 3.200 mAh, enquanto o Redmi Note 4 elevou a capacidade para 4.100 mAh. Na época, o número já ajudava a diferenciar o aparelho em um mercado no qual baterias menores ainda eram comuns. Nos modelos mais recentes, capacidades acima dos 6.000 mAh passaram a fazer parte da família. O Redmi Note 15 Pro 5G, vendido no Brasil, traz bateria de silício-carbono de 6.580 mAh e carregamento de 45 watts (W). Já o Redmi Note 17 5G, apresentado na Índia, chega a 8.000 mAh, mais que o dobro da capacidade oferecida pelo primeiro Redmi Note. A evolução também ocorreu na velocidade de recarga. O Redmi Note 11 Pro+ 5G, por exemplo, estreou na série o carregamento HyperCharge de 120 W para uma bateria de 4.500 mAh. Segundo a Xiaomi, a tecnologia permitia completar a carga em cerca de 15 minutos em condições de laboratório. Nas gerações atuais, a fabricante passou a combinar baterias maiores com potências de carregamento mais moderadas. É o caso do Redmi Note 15 Pro 5G, que oferece 45 W, mas amplia a capacidade para 6.580 mAh. A mudança mostra como a linha passou a priorizar também a autonomia, e não apenas a velocidade necessária para recarregar o celular. Câmeras passaram de 13 MP para 200 MP As câmeras também ajudam a mostrar o quanto a linha Redmi Note mudou em 12 anos. O primeiro modelo, lançado em 2014, tinha apenas uma câmera traseira de 13 MP e uma frontal de 5 MP. Hoje, a família conta com conjuntos de múltiplas câmeras, estabilização óptica de imagem (OIS) e sensores principais que chegam aos 200 MP. Um dos primeiros grandes saltos aconteceu com o Redmi Note 7, que adotou um conjunto traseiro duplo com câmera principal de 48 MP e sensor de profundidade de 5 MP. Poucas gerações depois, o Redmi Note 10 Pro mais que dobrou essa resolução ao estrear uma câmera principal de 108 MP, acompanhada por uma ultrawide de 8 MP, uma telemacro de 5 MP e um sensor de profundidade de 2 MP. A barreira dos 200 MP chegou posteriormente com aparelhos como o Redmi Note 13 Pro+ 5G, que também acrescentou estabilização óptica à câmera principal. O Redmi Note 15 Pro 5G, vendido atualmente no Brasil, mantém os 200 MP e utiliza um sensor de 1/1,4 polegada, além de OIS e uma câmera ultrawide de 8 MP. Assim, em pouco mais de uma década, a linha passou de uma única câmera traseira de 13 MP para sistemas com diferentes distâncias focais e recursos antes mais associados aos celulares premium, como sensores de alta resolução e estabilização óptica. Telas ficaram maiores e ganharam AMOLED de 120 Hz As telas também mudaram bastante ao longo dos 12 anos da linha. O primeiro Redmi Note tinha painel IPS de 5,5 polegadas, com resolução HD de 1.280 x 720 pixels. Na época, o tamanho era um dos destaques do aparelho, principalmente porque telas acima de cinco polegadas ainda ajudavam a diferenciar os chamados "phablets" dos smartphones convencionais. Um dos principais saltos aconteceu com o Redmi Note 10 Pro, que adotou uma tela AMOLED de 6,67 polegadas, resolução Full HD+ (2.400 x 1.080 pixels) e taxa de atualização de 120 Hz. O painel também alcançava brilho máximo de 1.200 nits, combinação que trouxe imagens mais fluidas e melhor visualização em ambientes iluminados. Nas gerações seguintes, esses recursos foram aprimorados. O Redmi Note 14 Pro 5G, por exemplo, manteve as 6,67 polegadas e os 120 Hz, mas aumentou a resolução para 1.5K (2.712 x 1.220 pixels) e o brilho máximo para 3.000 nits. Já o Redmi Note 15 Pro 5G, ampliou o painel AMOLED para 6,83 polegadas, com resolução 1.5K de 2.772 x 1.280 pixels, taxa de atualização de até 120 Hz e pico de brilho de 3.200 nits. Assim, além de maiores, as telas da família passaram a entregar mais definição, fluidez e visibilidade sob luz intensa do que o painel HD usado no primeiro Redmi Note. Do 3G ao 5G e celulares mais resistentes A forma como o Redmi Note se conecta à Internet também mudou bastante desde 2014. O primeiro modelo era limitado às redes 2G e 3G, enquanto ainda naquele período a Xiaomi lançou uma versão Redmi Note 4G, já compatível com LTE. Anos depois, o Redmi Note 9T se tornou um dos primeiros modelos globais da família preparados para o 5G, com processador MediaTek Dimensity 800U e suporte a dois chips conectados à rede de quinta geração. A evolução não ficou restrita à velocidade de conexão. Com o passar das gerações, recursos de proteção contra água, poeira e impactos também ganharam espaço na linha. O Redmi Note 13 Pro+ 5G, por exemplo, recebeu certificação IP68, que atesta resistência contra poeira e imersão em água sob condições específicas de laboratório. Nos testes informados pela Xiaomi, o modelo suporta água doce estática a até 1,5 metro de profundidade por até 30 minutos. No Redmi Note 15 Pro 5G vendido no Brasil, a fabricante combina certificações IP66 e IP68 com vidro Gorilla Glass Victus 2 na parte frontal. O aparelho também recebeu estrutura reforçada e, segundo a Xiaomi, passou por testes contra quedas, dobras e pressão, mostrando como a resistência física passou a fazer parte da evolução da família ao lado de câmera, tela e desempenho. Doze anos depois, a comparação é autoexplicativa: a linha saiu de um celular restrito ao 3G e sem certificação avançada de proteção para modelos com 5G, resistência à água e poeira e vidros mais preparados para impactos e riscos. É mais um exemplo de como recursos antes concentrados nos smartphones mais caros chegaram aos intermediários ao longo dos anos, assim como aconteceu em outras marcas. Com informações de TechTudo, Xiaomi, FoneArena e XiaomiTime 🎥 Testei o Xiaomi 17 Ultra e te conto o que achei! Testei o Xiaomi 17 Ultra e te conto o que achei!