O setor de transporte rodoviário de cargas enfrenta um cenário de intensa transformação fiscal, impulsionado principalmente pela adaptação à Reforma Tributária (transição para IBS e CBS, implementação do split payment e recolhimento de PIS/Cofins pelo regime de caixa em 2027). A contabilidade consultiva torna-se indispensável para proteger o fluxo de caixa de transportadoras, frotistas e caminhoneiros contra a bitributação e a retenção automática de tributos.
Os 5 temas mais críticos para o setor neste período são: 1. Reforma Tributária e Documentos Fiscais: Avisos de inconsistência emitidos pela Receita Federal e a necessidade de atualização de sistemas e precificação de fretes. 2. Alterações em Tributos Federais e Benefícios: Publicação da Solução de Consulta Cosit nº 146/2026, que reduziu a alíquota do IRRF para 1,2% mediante detalhamento contratual e fiscal de equipamentos, e exigências da IN RFB nº 2.341/2026 sobre regularidade fiscal (Cadin de 30 a 60 dias). 3. Cruzamento de Dados e Obrigações Acessórias: Acesso permanente da ANP a dados de CT-e, NF-e e NFC-e; liberação da versão 12.2.6 do programa da ECF para o ano-calendário 2025; e adiamento para 14 de setembro de 2026 das adaptações da e-Financeira para o CNPJ alfanumérico. 4. Conformidade Estadual (ICMS): Divulgação das novas tabelas de juros de mora pela Sefaz-SP (Comunicados DICAR nº 59 a 64/2026) para ICMS e IPVA em setembro de 2026, além da nova plataforma de automação da EFD ICMS/IPI. 5. Regregulamentação Logística e Simples Nacional: Avanço do PL 3.757/2020 (marco dos operadores logísticos na CCJ da Câmara) e exclusões do Simples Nacional em Belo Horizonte por débitos municipais, com prazo de regularização até setembro de 2026.
Impacto prático: A exigência de adaptação de sistemas de emissão de notas fiscais e a chegada do split payment (retenção automática do tributo no pagamento) exigem revisão imediata do capital de giro e da formação de preços de frete por transportadoras e caminhoneiros. A gestão de PIS e Cofins no regime de caixa em 2027 demanda planejamento antecipado.
Redução de IRRF e Regularidade Fiscal (Normas Federais):
Impacto prático: A Solução de Consulta Cosit nº 146/2026 reduziu o IRRF para 1,2%, mas exige rigor no detalhamento contratual e fiscal de equipamentos. Paralelamente, a IN RFB nº 2.341/2026 estipula prazos de 30 a 60 dias para regularização no Cadin para manutenção de benefícios federais.
Fiscalização de Combustíveis e ECF/e-Financeira:
Impacto prático: A ANP passou a ter acesso permanente a CT-e, NF-e e NFC-e para combater fraudes. Na esfera contábil, há obrigatoriedade de uso da versão 12.2.6 da ECF (ano-calendário 2025) e adaptação dos sistemas para o CNPJ alfanumérico na e-Financeira até 14 de setembro de 2026.
Simples Nacional e Riscos de Exclusão:
Impacto prático: Prefeituras, a exemplo de Belo Horizonte, iniciaram processos de exclusão do Simples Nacional por débitos municipais, exigindo atenção redobrada dos contadores quanto aos prazos de regularização e nova opção até setembro de 2026.
Marco Regulatório dos Operadores Logísticos (PL 3.757/2020):
Impacto prático: Aprovado na CCJ da Câmara, o projeto unifica juridicamente os serviços de transporte e armazenagem (como cross-docking), trazendo maior segurança jurídica e clareza contratual para frotistas, sem alterar alíquotas ou documentos fiscais como CT-e e MDF-e.
Juros de Mora (Sefaz-SP) e Automação da EFD ICMS/IPI:
Impacto prático: Os Comunicados DICAR nº 59 a 64/2026 definem os novos juros de mora para quitação de débitos de ICMS e IPVA em São Paulo. Simultaneamente, a nova plataforma de automação da EFD ICMS/IPI elimina o uso manual do PVA, agilizando a entrega da obrigação acessória para as transportadoras.
Desoneração Temporária para Nanoempreendedores: