O setor de transporte rodoviário de cargas, frotistas e caminhoneiros enfrenta um momento crítico de preparação e adaptação às exigências da Reforma Tributária do Consumo (IBS e CBS), regulamentada pela LC nº 214/2025. Entre os temas mais relevantes para a contabilidade do setor, destacam-se:
Impacto Prático: Empresas e contadores devem revisar o regime tributário (Simples Nacional vs. Lucro Presumido/Regime Regular) e atualizar softwares de gestão. A força-tarefa da Receita Federal, CFC, Sebrae e Fenacon atua na orientação. Medidas administrativas do CGIBS não alteram documentos como CT-e, MDF-e e NF-e de forma imediata.
2. Regras da LC nº 214/2025 e Split Payment:
Impacto Prático: A introdução do split payment e a transição para IBS e CBS exigem rigor na gestão de caixa. Apenas descontos incondicionais reduzem a base de cálculo. O crédito fiscal passa a depender da comprovação da extinção do débito do fornecedor.
3. Cronograma de Obrigações Acessórias e NFS-e:
Impacto Prático: Frotistas e transportadoras devem cumprir o cronograma de adaptação da NFS-e a partir de 1º de outubro de 2026. Optantes pelo Simples Nacional devem adotar o Emissor Nacional exclusivamente a partir de 1º de novembro de 2026, com novas normas em janeiro de 2027.
4. Demanda do Agronegócio e Emissão de Documentos Fiscais:
Impacto Prático: A safra recorde de algodão na Bahia e o superávit da balança comercial aumentam o volume de fretes. Não há novas obrigações fiscais ou mudanças em tributos, mas o intenso fluxo operacional exige atenção redobrada na emissão de CT-e e MDF-e.
5. Infraestrutura Rodoviária (Bahia):
Impacto Prático: Obras estaduais de pavimentação e conectividade no interior baiano geram impacto financeiro indireto positivo, reduzindo o desgaste de frotas e o consumo de combustível, sem reflexos diretos nas obrigações acessórias ou tributos.
6. Tema 1.473 dos Recursos Repetitivos (STJ):