O setor de transporte rodoviário de cargas enfrenta um cenário de intensa transformação fiscal, impulsionado pela regulamentação da Reforma Tributária e por ajustes em obrigações acessórias estaduais. Os 4 temas mais críticos para caminhoneiros, frotistas e transportadoras neste período são:
Impacto Prático: As transportadoras devem adequar seus softwares de gestão e emissão de documentos fiscais (CT-e e NF-e) para o novo modelo de tributação dual (CBS e IBS) e o sistema de split payment. Empresas do Simples Nacional devem atentar-se às janelas de decisão em setembro de 2026 e março de 2027. Exige-se controle rigoroso de inventário para o crédito presumido de CBS em 01/01/2027.
Exclusão do ISS da Base de Cálculo do PIS/Cofins (Tema 118 do STF) e Créditos Podres (Carf):
Impacto Prático: Empresas no Lucro Real ou Presumido podem ajuizar ações para restituição/compensação de valores de ISS pagos indevidamente nos últimos 5 anos. No âmbito do Carf, a incidência de PIS e Cofins sobre o valor de face na recuperação de "créditos podres" eleva a carga tributária na gestão de créditos vencidos.
Tramitação do PL 2367/26 (Incentivo para Jovens Empreendedores):
Impacto Prático: O projeto propõe isenção temporária de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins por três anos para empresas criadas por jovens de 18 a 29 anos em municípios com IDH-M abaixo da média. Não há impacto imediato para frotistas tradicionais, mas a contabilidade deve monitorar futuros clientes enquadrados no perfil.
Novo CT-e Simplificado no Rio Grande do Sul: