O presente briefing sintetiza os quatro principais temas fiscais, tributários e econômicos com impacto direto sobre caminhoneiros, frotistas e transportadoras de cargas. Os pontos mais críticos do período envolvem a retomada da tributação federal de combustíveis, a transição para a Reforma Tributária, a fiscalização rigorosa sobre o Simples Nacional e o encarecimento dos custos operacionais logísticos.
Os quatro temas fiscais e contábeis mais críticos para o setor são: 1. Fim da desoneração de PIS/Cofins sobre combustíveis: Término da vigência do Decreto nº 13.116/2026, restabelecendo as alíquotas federais normais para gasolina e etanol. 2. Reforma Tributária (IBS e CBS): Monitoramento do cronograma de transição constitucional para adaptação de sistemas contábeis e emissão de documentos fiscais. 3. Reoneração da Folha de Pagamento (CPRB): Manutenção da alíquota de retenção previdenciária de 3,5% até o final de 2027 para empresas elegíveis. 4. Combate ao fracionamento irregular no Simples Nacional: Operações da Receita Estadual do RS contra o uso artificial de múltiplos CNPJs no setor de transportes.
Fim da Redução de PIS/Cofins sobre Combustíveis (Decreto nº 13.116/2026): O encerramento da vigência do decreto nesta sexta-feira (9) retoma as alíquotas federais normais de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina e o etanol hidratado, zerando o benefício fiscal anterior. Impacto prático: Aumento imediato nos custos operacionais com combustíveis para frotistas e caminhoneiros, exigindo atenção da contabilidade na parametrização de sistemas, escrituração e apuração fiscal.
Alteração Metodológica nas Tarifas de Pedágio (ANTT): A CNT questionou junto ao Ministério dos Transportes a mudança na 6ª etapa de concessões rodoviárias, onde o multiplicador por eixo para veículos comerciais passou de 2 para 3 vezes o valor do automóvel (impacto estimado em R$ 42 bilhões pela ANUT). Impacto prático: Sem alterações em tributos ou documentos fiscais (CT-e, MDF-e), mas exige revisão urgente no planejamento financeiro e no cálculo do valor do frete para repasse dos custos de pedágio.
Fiscalização de Fracionamento de Empresas (Simples Nacional): A Receita Estadual do Rio Grande do Sul deflagrou operações contra a divisão artificial de empresas para burlar os limites de faturamento do Simples Nacional. Impacto prático: Alto risco de exclusão retroativa do regime, com cobrança de ICMS, multas e juros. Exige rigor na separação operacional e transparência societária, embora os documentos fiscais de transporte permaneçam inalterados.
Reforma Tributária e Novos Tributos (IBS e CBS): O avanço no cronograma de transição exige atenção contínua de contadores e gestores de frotas. Impacto prático: Necessidade de adequação preventiva nos sistemas de gestão, parametrização de documentos fiscais e revisão do planejamento tributário para garantir conformidade com a futura arquitetura do IBS e da CBS.
Retenção da Contribuição Previdenciária (CPRB): Definição das regras de transição para a reoneração da folha de pagamento entre 2025 e 2027. Impacto prático: Empresas contratantes devem aplicar a alíquota reduzida de 3,5% na retenção de INSS nas notas fiscais de prestadoras optantes pela CPRB até dezembro de 2027, elevando o percentual para 11% apenas a partir de 2028.